terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

Postulantes Combonianos 2012


Dionatan, Deivith, Willian, Devanir, Douglas e Paulo
Pe. Bruno e Pe. Carlos

Mais um ano de estudos se inicia com ele as atividades do postulantado Comboniano, este de forma especial, pois comemoraremos 60 anos de presença Comboniana no Brasil e teremos várias atividades realizadas para celebrar esta data, iniciamos 2012 com seis postulantes cinco novatos e um veterano.

Uma novidade é termos um candidato a irmão. Entre os postulantes temos quatro de Rondônia, um do Ceará e um do Espírito Santo, pela primeira vez teremos um postulante da Província Nordeste para estudar em Curitiba junto com os postulantes da Província Sul, um pequeno passo para a unificação das Províncias Combonianas. De Rolim de Moura/Rondônia temos o Devanir, candidato a irmão, de São Miguel do Guaporé Willian e Dionatan e de Cacoal Deivith, de Pentecoste/Ceará veio o Paulo Henrique e de Ecoporanga/Espírito Santo o Douglas.

Neste inicio das atividades estamos conhecendo a realidade da Paróquia Santa Amélia bem como suas comunidades e pastorais com as quais iremos trabalhar, entrosando-se com as pessoas que compõe esta Igreja onde se encontra o seminário Comboniano.


Que neste ano possamos ter um encontro pessoal com o Ressuscitado, seja também de muito estudo e trabalho, que possamos confirmar nossa vocação com a ajuda dos amigos e amigas do seminário e as pessoas que nos acompanham nas comunidades e pastorais onde iremos trabalhar
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terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Ter um amigo



Às vezes me pergunto: “quantos amigos tenho?”, a partir desse questionamento, começo a analisar quem de fato é meu amigo. Ao longo da semana passo por várias pessoas, converso com outras tantas e teclo com um punhado. Será que posso considerar todas essas pessoas como amigas?

Existem pessoas que só se aproximam de nós por interesse, temos algo que lhe chama muita atenção, ou temos relacionamentos que tais pessoas querem tirar proveito, cabe a nós nos cuidar no sentido de identificar pessoas que se aproximam da gente com essas intenções, para não sermos vítimas de suas armadilhas.

Temos também os colegas, esses são aqueles que não conversamos muito, nem eles se interessam muito pelo o que dizemos, porem não quer nos prejudicar, nem nós a ele.

O grande achado de uma pessoa é um amigo verdadeiro, aquele que podemos contar tudo, esperar que esteja sempre disposto a escutar e acima de tudo que nossas conversas serão realmente só nossas, com ele podemos contar para o que der e vier, e ele também pode contar conosco. Quem encontra um amigo assim tem um tesouro, uma pedra preciosa, seu valor nunca vai se acabar.

A esse amigo damos a liberdade de nos corrigir, se algum dia façamos algo errado e esse nosso amigo vê que é errado, ele tem a liberdade de nos chamar atenção e se nós realmente confiamos nele, veremos que realmente estávamos errados, caso contrário permaneceremos no erro e perderemos um amigo.  

Ao longo de nossa vida encontramos vários amigos, verdadeiros amigos, e por um motivo ou outro temos de nos afastar dessas pessoas tão especiais, contudo as amizades verdadeiras mesmo longe, continuam a crescer, podemos percebemos quando nos reencontramos com aquele amigo que a tempo não víamos, temos a impressão que nunca nos afastamos, mesmo porque com o uso da internet esses amigos nunca estão longe e sim a um clique.

Se você já encontrou esse amigo verdadeiro, cultive essa amizade, agradeça a Deus por tê-la em sua vida, e se ainda não encontrou vá atrás desse tesouro com o nome de amigo.

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Amigos e Inimigos





Todos nós gostaríamos de exclamar: “não tenho inimigos! Dou-me muito bem com todos”! A realidade nos mostra que, via de regra, todos temos uma pedra no sapato. Há sempre alguém que nos espicaça e nos tira o bom humor. Na maior parte das vezes é por motivos fúteis. 

Alguém é frontalmente contra nós por causa do nosso jeito; porque a nossa fisionomia lembra a de um conhecido adversário; porque deixamos de atender um pedido que envolvia corrupção; porque não somos do partido tal...

Posso dizer, pessoalmente, que despertei vários inimigos irreconciliáveis, por ter tomado posição em favor daquilo que é ensinamento de Cristo. Outras vezes não foi possível atender uma solicitação, inteiramente de interesse pessoal, por contrariar o bem comum.

Eu tenho muitíssimos amigos. Sinto uma onda de simpatia pela minha pessoa. Mas não posso dizer que não tenho inimigos.  Existem alguns poucos que me odeiam. Às vezes nem eles sabem direito porquê. Chego a gemer na dor: “Salva-me, Senhor, dos meus inimigos” (Sl 143, 9).

Fico conjeturando: “por que passamos por essa provação de encontrar alguém que nos detesta?” O primeiro motivo podemos ser nós mesmos, quando prejudicamos alguém irremediavelmente. Neste caso  estejamos  abertos para um reatamento da amizade. Todos temos um dia em que cometemos algum erro. Entre os que tomam a iniciativa de nos odiar (sim, isso existe ) quem são os nossos inimigos?  Não são diretamente os ateus, os espíritas, os evangélicos. São aqueles que deveriam ter um vínculo conosco. “Os inimigos do homem são os da sua casa” (Mt 10, 36). 

A definição das nossas ideologias costuma ser outro fator de desunião. Os  amigos vão até ficar estupefatos com minha afirmação. Mas um divisor de águas é uma velha ideologia do século XIX. Trata-se do socialismo. A partir dele o homem de Igreja é classificado de “avançado”, “libertador”, retrógrado”, “tridentino”, “moderno”, “atualizado”, “amante dos ricos”, ou “inteligente”. O critério não é o evangelho. Em muitos casos somos obrigados a conviver com tais pessoas, sem esperança de reconciliação, e rezar por elas. Mas a pergunta, diante de muitos casos inexplicáveis, sempre permanece: “Saulo, Saulo, por que me persegues” (At 22, 7).



Por: DOM ALOÍSIO ROQUE OPPERMANN 
SCJ ARCEBISPO DE UBERABA, MG