segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Ser catequista


O catequista tem uma importante missão de levar pessoas a conhecer Jesus que é “caminho” que nos conduz a Deus, “verdade” que ilumina a existência e a “vida” em plenitude.

Para o catequista poder desempenhar esta função, que na maioria das vezes não é fácil, ele precisa conhecer este Jesus “caminho, verdade e vida”, para ai poder anunciar com animo e convicto daquilo que apresenta, para não ser uma catequese superficial onde só se ensina e não vive os ensinamentos, como os primeiros discípulos que passando um tempo com Ele, gostaram da experiência, ficaram entusiasmados e foram anunciar o que viram e viveram, nesse anuncio alguns não acreditavam então eram convidados a “vem e ver” (Jo 1,46).

Nós catequistas devemos anunciar Aquele que conhecemos, por isso é preciso sermos evangelizados para depois evangelizar os catequizandos. Eu já sou evangelizado? Por que sou católico? Por tradição ou por opção?

De um catequista também se espera que busque formação, este período esta descrito nas etapas do catecumenato formação permanente, alguns encontros de formação parecem ser chatos, cansativos e às vezes o são, mas quando participamos de um encontro desse, ao final devemos avaliar, se esta faltando dinâmica, cantos, isso ou aquilo, devemos nos comunicar com a equipe que prepara o encontro para que os próximos sejam melhores.

Não devemos deixar de participar desses encontros de formação, fazer um esforço de entender o que esta sendo repassado e ajudar com o que já sabemos. Se em sua paróquia não são realizados encontros de formação para catequistas, entre em contato com a equipe de coordenação para que preparem alguns encontros de formação por ano, formação é um direito do catequista.

Por fim ser catequista não é para qualquer um, Jesus vê e conhece cada um, como o Pai celeste, que vê o coração e conhece cada um pelo nome, fica a espera de encontrar cada pessoa e presenteia cada um com um dom, ser catequista é uma vocação, um chamado de Deus a prestar um serviço, e mesmo que ao longo do caminho apareçam dificuldades, Cristo estará conosco tornando as dificuldades mais fáceis de serem superadas, por isso não tenha medo de ser catequista.

sábado, 27 de agosto de 2011

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Retiro de jovens


Estar com os jovens é uma grande alegria neles encontramos disposição, alto astral, entusiasmo, felicidade, quando estão unidos para um propósito alcançam o que almejam.

Neste fim de semana saímos em retiro com 21 jovens, pensem um grupo pequeno mais animado e comprometido. Iniciamos na sexta dia 19/08 com a saída em frente à igreja, fomos bem recepcionados na casa onde se realizou o retiro, nesta noite rezamos, conversamos e depois de muita reclamação por causa do horário fomos dormir as 23:30h.

Segundo dia 20/08, uma grande expectativa o que iria acontecer durante todo o dia? Tomamos um maravilhoso café, seguido por uma palestra com Leonel, uma pequena pausa para o lanche e esticar os joelhos, tivemos outra palestra com a Gilmara, encerramos a primeira parte do dia com o almoço, sem saber da surpresa que teríamos a tarde, logo as 13:30h iniciou-se a atividade da tarde, a caça ao tesouro, com três equipes correndo para todo lado naquele pátio enorme, ao fim dessa atividade outro lanchinho e uma palestra com a Ir. Márcia sobre vocação, terminada a palestra fomos ao banho depois de tanta corrida, nos dividimos novamente em três grupos para fazer a avaliação do que já tinha acontecido, para depois ir jantar, uma coisa bem legal aconteceu nesta noite, nos reunimos no salão e ficamos tocando e ouvindo músicas até dar a hora de dormir, que nesta noite foi as 23:00h novamente depois de muita reclamação.

Terceiro dia 21/08 e ultimo já se perguntando será que vai terminar? Nesta manhã aconteceu como na anterior, foi todo mundo acordado com alguém cantando, tocando violão, batendo na porta e tirando fotos das nossas caras que acabamos de acordar, todos tomamos café para participar da palestra com Pe. Carlos, que terminamos com a missa, um farto almoço. A tarde um futebol onde até as irmãs jogaram com os jovens e uma palestra sobre compromisso com Laércio e Márcia, encerrando o dia e o retiro cantando os parabéns para os aniversariantes e a apresentação de um vídeo com as fotos tiradas ao longo do retiro, chegando à comunidade todos os pais estavam nos esperando, mais uma vez mostramos os vídeos.

Foi uma ótima experiência para os jovens que estavam com o coração aberto, dispostos a receber tudo o que foi oferecido a eles, espero que o próximo retiro seja tão bom ou melhor que este.

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Férias Missionária

Neste mês de julho, normalmente iríamos de férias para casa, porém neste ano decidiu-se que deveríamos realizar uma experiência missionária, uma ótima ideia para nosso crescimento humano, fomos designados a prestar um serviço voluntário no Pequeno Cotolengo de Curitiba-PR, ai são acolhidas pessoas com deficiência mental, onde são acompanhadas, tratadas e recebem muito carinho, esta obra é dirigida pelos Orionitas.

Antes de iniciar a experiência estava com muito medo, do que iria encontrar e o que iria fazer, mas logo nos primeiros dias esse medo se dissipou dando lugar a uma verdadeira admiração, me lembrava das palavras de Jesus: “o médico é para os doentes não para os sãos”, vi que neste lugar as pessoas necessitam de médicos, mas também de carinho e compreensão.

O trabalho que foi desenvolvido junto ao Pequeno Cotolengo foi simples e acredito que grandioso, estávamos ajudando na separação das doações, todos os dias chegam de dois a quatro caminhões de doação de roupas, também recebem doações de moveis que iam para outro setor, essas roupas eram separadas, umas para os moradores, outras para o bazar e umas que não serviam para estes fins eram encaminhadas a outro lugar que não conheci e não me preocupei de perguntar aonde iriam.

Aos poucos fui conhecendo as pessoas que trabalham ali e descobrindo que para aceitar um desafio como este não dependia apenas do salário ao fim do mês e sim do amor ao próximo, e este próximo tão necessitado. Em certa ocasião na hora do almoço, ao longe escutávamos uns gritos, de um dos moradores, acho que seu nome é Paulinho, uma mulher que trabalha também com a separação das doações, deixou seu almoço e foi lá para vê-lo, ela o chama de “meu bebe”, e em pouco tempo os gritos haviam cessado, ela voltou à mesa e disse: “ele só queria sentar-se em sua cadeira, perguntei a ele qual era a cadeira dele.”, isso me deixou certo que o amor reside nesses trabalhadores que doam uma parte de suas vidas para ajudá-los

Sei que o que fiz pode ter sido pouco, mas sei também que foi de coração e aprendi muito com quem trabalha lá, aprendi que devemos amar ao próximo não se importando com suas limitações, o Ressuscitado nos ama como somos, nós também devemos amar o irmão como ele é.



segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Os vários chamados de Deus

Jeremias 1,5

“Antes de formar-te no seio de sua mãe, eu já te conhecia, antes de saíres do ventre, eu te consagrei e te fiz profeta para as nações.”

Jonas 1,2

“Levanta-te! Vai a Nínive, aquela grande cidade, e denuncia suas injustiças, que chegaram a minha presença.”

Genesis 12,1

“O Senhor disse a Abrão:’Sai da sua terra, do meio dos teus parentes, da casa do teu pai, e vai para a terra que eu vou te mostrar.’”

Ao longo da história várias pessoas foram chamadas a realizarem a missão de ajudar ao próximo, como exemplos temos Jeremias, Jonas, Abrão entre outros, cada um com um chamado especifico e único.

Jeremias conhecido no ventre da mãe, Jonas que foi chamado, mas tentou fugir, sem sucesso Deus o escolheu, e quando isso acontece não adianta fugir nem se esconder, Ele vê tudo, foi atrás de Jonas que estava em um barco e mandou uma tempestade, para que Jonas aceitasse sua vocação de anunciador da palavra de Deus, a missão que Ele tem para nós nem sempre é perto dos nossos familiares, assim foi o chamado de Abrão “deixa os teus parentes”, mas é sempre gratificante aceitar esse chamado.

Hoje Deus também nos chama, talvez não tão descaradamente como outrora, mas sutilmente, no dia-a-dia, em nossos trabalhos realizados vai ardendo o nosso coração, confirmando que deveríamos segui-lo de forma mais radical, deixando familiares para poder evangelizar outros povos que não tem quem os ajude neste anuncio da boa nova, do Cristo ressuscitado.

Chega um dia em que tudo o que fazemos parece perder o sentido, não tem mais graça, falta algo, essa é a forma da tempestade, que antes enviada a Jonas, agora Ele nos envia para que nós não fujamos ao Seu chamado, então se esta tempestade já te alcançou não tenha medo de seguir o caminho que Deus te mostra.

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

FOME E SECA: ASSIM A ÁFRICA MORRE


A fome tem uma força tremenda, sacode, destrói, deforma, aniquila homens, regiões, povos. É metódica, trabalha com paciência, não tem pressa. Presenteia, entre todos a morte mais humilde e tranquila.Nos olhos desses moribundos, não se lê sinais de vida ou de expressão. Molécula após molécula, a fome espreme as gorduras e seca as albuminas das células humanas. Torna os ossos tão frágeis que se quebram ao toque, faz encurvar as pernas das crianças, dilui o sangue que flui sem força e sem peso, faz girar a cabeça, disseca os músculos, corrói por fim o tecido nervoso.Esse é o primeiro passo: depois, a fome esvazia a alma, afugenta a alegria e a esperança, tira a força de pensar e provoca resignação, egoísmo, crueldade, indiferença.Em Ogaden, na Etiópia, mães, cegas pela fome, jogaram seus filhos nos poços secos, deixaram-nos na beira da estrada, apoiados em um arbusto. Sem se voltarem para trás, recomeçaram a caminhar, passo a passo. Alimento, comida, comer alguma coisa, qualquer coisa: grama seca, dejetos, arbustos, raízes, animais mortos. Por causa da fome, o homem perde o que o torna humano.O lugar do que falamos chama-se Daab. Localiza-se no Quênia do Norte, a 80 quilômetros da fronteira com a Somália. Por que falamos disso? Dez, doze milhões de pessoas vítimas da carestia que correm o risco de morrer de fome no Chifre da África? Os números são coisas abstratas, não nos dizem nada. Os rostos sim. Os que encontramos em Daab, o maior campo de refugiados no mundo: 400 mil pessoas, 54 mil apenas em junho, três vezes mais do que em maio.Depois, na semana passada, o ritmo acelerou ainda mais, 20 mil. Agora, todos os dias chegam quase 2 mil. E depois há os outros, aqueles que permaneceram na selva marcando a estrada, sobretudo crianças menores de cinco anos, esqueletos castigados pelos ventos áridos e secos do deserto, para guardar outros esqueletos, os rebanhos mortos diante de poços já secos que ardem na onda de calor feroz.

Certamente, a natureza tem a sua culpa: a seca chegou e devorou tudo, o verde, as culturas, os rios, as acácias que definham na savana cobertas de poeira. No entanto, é preciso gritar tudo isso, para que não haja confusão, para que, divididos pela responsabilidade, nem todos nos confraternizemos, no fim, na mentira.
A Grande Fome (novamente, como há 20 anos, nos mesmos lugares: isso não lhes diz nada?) não depende da meteorologia, mas sim de um círculo fechado desumano. Na Somália, no Ogaden da Etiópia, no norte do Quênia, as pessoas convivem com a seca desde sempre, se deslocam, se esforçam, desfrutam todo riacho, toda poça, resistem. O que os mata, o que os transforma em fugitivos que dependem de caridade são a guerra e a política.

Tudo está abalado e invertido, não há Estado, nem mesmo aquele miserável e degradado da África desesperada. Um povo inerme é refém da loucura política. O Ocidente, prepotente e falador, observou tudo isso com uma curiosidade intensa que desperta coisas assustadoras. Depois, zangado, alimentou a guerra para se livrar dos islâmicos, sem sujar suas mãos.
Por fim, se esqueceu deste pedaço de humanidade muito complicado e periférico. Agora, os shabab anunciaram que permitirão que organizações de ajuda entrem nos territórios por eles controlados para prestar ajuda. Antes que seja tarde demais. Outra vez.