segunda-feira, 31 de outubro de 2011

IDE VÓS TAMBÉM PARA A MINHA VINHA.



Bem, é fato que todos nós cristãos somos chamados a sermos missionários de Cristo. A prova disto esta nas varias passagens dos Evangelhos onde somos chamados a “trabalhar na messe do Senhor”, a sermos “pescadores de homens” e a levarmos sua palavra a todas as criaturas. Em sua Exortação Apostólica CHRISTIFIDELES LAICI (Vocação e Missão dos Leigos na Igreja e no Mundo) o Papa João Paulo II, inicia nos falando sobre a parábola dos trabalhadores chamados a vinha, onde “O Reino dos Céus é semelhante a um proprietário, que saiu muito cedo, a contratar trabalhadores para a sua vinha. Ajustou com eles um denário por dia e mandou-os para a vinha” (cf. Mt13, 8), o que João Paulo II queria nos mostrar é que somos chamados a sermos missionários. Desde nossa concepção somos escolhidos por Deus para levarmos a boa nova a todos àqueles que precisarem. A vinha, nada mais é do que o mundo e nós somos os trabalhadores.

Por excelência o próprio Cristo foi um missionário, pois se colocou a caminhar levando a todos a boa nova do Reino de Deus. O convite de Jesus

 “Ide vós também para a minha vinha” 

se estende até os nossos dias. São Gregório Magno dizia “Considerai o vosso modo de viver, caríssimos irmãos, e vede se já sois trabalhadores do Senhor. Cada qual avalie o que faz e veja se trabalha na vinha do Senhor”. Todos nós somos trabalhadores e ao mesmo tempo fazemos parte da vinha (Jo 15,5), para isso basta que cada um de nós, com a consciência de cristãos, assumamos o nosso papel de batizados e membros do corpo de Cristo que é a Igreja.

Atendendo a este chamado a trabalhar na vinha do Senhor é que no ano de 2010 me senti impelido a doar-me intensamente ao serviço na vinha do Senhor, e acabei vivenciando momentos de alegria e extrema dor junto às famílias ribeirinhas e índios do Amazonas. Quando cheguei à cidade de Porto Velho logo me veio o medo, que foi aumentando cada vez mais, eu era uma pessoa estranha num lugar mais estranho ainda, lembro de ter pensado em entrar  ônibus e voltar, me considerava um louco, não tinha um conhecido na cidade e não sabia o que seria de mim, tinha apenas um contato de um padre missionário que logo me reconheceu graças a cruz que carrego no peito. Ele foi muito simpático e me mostrou um pouco da realidade do local, fiquei abismado com tantas necessidades que existiam ali, porém maravilhado com a forca de vontade de todos os cristãos que ali viviam e lutavam por uma realidade mais digna para aquele povo. Meus momentos na cidade foram curtos, pois logo nos pusemos a caminho dos mais carentes, viajamos cerca de dezesseis horas em barcos que tinham capacidade para levar setenta pessoas, mais que iam com duzentas, todas amontoadas em redes, alem de nós o barco levava, gasolina, animais, tijolo, alimentos, etc. as pessoas fumavam sem o menor medo de explodirem os barcos, havia muitas jovens se prostituindo e famílias que vinham a nós pedindo bênçãos. Logo quando cheguei ao distrito Calama (uma ilha no meio do rio Madeira) não conseguia dormir, pois o calor era muito forte, trocava de roupas cinco vezes ao dia, e tomava inúmeros banhos, quem dera aqueles fossem os reais problemas, duro foi quando saímos as outras comunidades, onde pude ver como fazem falta trabalhadores empenhados na evangelização, em levar a Palavra a aqueles que realmente precisam, havia lugares onde não tinham missa a dez anos, perguntei como eles faziam para manter sua fé viva, e uma senhora me respondeu “rezando o terço meu filho”, aquilo me encheu de coragem e desde então vivo minha vida dedicada a missão que o Pai me enviou, e não pensem que não levei em conta as semanas que passei de cama com febre de 40 graus, as inúmeras diarréias, entre outras tantas coisas que vivenciei por lá, mais uma coisa eu guardei e nunca esquecerei: Se quero servir a Cristo, devo servir ao meu irmão sem limites. Ser missionário é muito mais que fazer uma simples visita, é doar sua vida inteiramente, é vivenciar cada dor, alegria, solidão e esperança que este povo traz, é ser “um com eles”, assim como nosso Senhor Jesus Cristo foi um conosco, ao ponto de derramar todo o seu sangue por nós, para nos salvar.

Evangelizar é a graça e a vocação própria da Igreja, a sua identidade mais profunda
(Paulo VI).

 E como membros desta Igreja é nosso papel sermos protagonistas neste chamado que se não cessa até os dias de hoje. Lembrando o que disse Jesus “Ide por todo o mundo e pregai o Evangelho a toda a criatura... Eis que estou convosco todos os dias até o fim do mundo” ( cf. Mt 16,15; cf. Mt 28,20). 
Que neste mês missionário o desejo de se doar a Vinha do Senhor brote em nossos corações com mais força e que a Virgem Maria nos ajude a suportamos todos as dores necessárias para bem servirmos a Cristo nesta caminhada rumo ao Céu.

Deus os abençoe, e que a Virgem do Rocio interceda por todos nós.
Amém.

Seminarista Wigno Paulo dos Santos

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Gesto Missionário


Missionários envolvidos nas visitas

Neste dia mundial das missões, 23 de outubro de 2011, convidamos algumas pessoas da paróquia para sairmos em visitas às casas em torno de uma de nossas comunidades, fomos visitar os moradores do bairro Barigui em torno da comunidade Nossa Senhora de Fátima.

Iniciamos com uma oração, depois a leitura do evangelho do envio dos setenta e dois discípulos e por fim o envio dos nossos missionários, contamos com aproximadamente quarenta pessoas que se dividiram em duplas para podermos visitar o maior número de famílias possível.

Com cada dupla em uma rua do bairro começamos as visitas as 09:30 da manhã, percebi que foi uma experiência única, não só para mim, como também para os demais missionários que aceitaram este desafio de visitar todas estas famílias. Estar com estas pessoas nos mostrar que Cristo está onde menos esperamos, está com os mais necessitados, pude perceber que em muitas casas as pessoas gostavam de receber a visita e às vezes estranhavam, nós os católicos fazendo visitas, uns não nos recebiam, mas mesmo assim nós abençoávamos a família.

Terminamos a parte da manhã com um almoço com todos os que foram em missão, oferecido pela comunidade que foi visitada, todos em uma mesa só, cansados pela manhã de visitas, porém realizados pelo sucesso das visitas, e a tarde festejamos com a celebração de uma missa para agradecer a Deus pelas visitas realizadas e pedir que as famílias participem das celebrações.

Foi uma ótima experiência missionária, espero que logo possamos repeti-la em outra comunidade e que você se anime para fazer em sua comunidade também, abaixo temos alguns testemunhos de pessoas que fizeram as visitas.  

Maria Aparecida de Oliveira
Nossa Senhora de Fátima







“Fomos bem acolhidos, mesmo pelos que não nos conhecem, é importante poder fazer mais visitas assim, mesmo que alguns estranharam católicos fazendo visitas.” Maria Aparecida de Oliveira, catequista, Nossa Senhora de Fátima.



Vilma do Rocio Barbosa
Nossa Sra dos Milagres








“Uma visita abençoada, visitamos católicos que não participam nas missas que nos receberam muito bem, foi uma manhã maravilhosa. Valeu!” Vilma do Rocio Barbosa, Nossa Senhora dos Milagres.


Francisco Alexandre da Silva
Nossa Sra de Fátima





“O tempo para visita foi pouco e o horário escolhido complicado, porque as pessoas visitadas estavam fazendo almoço ou se preparando para sair, mesmo assim foi muito importante por ter pessoas que precisam da visita, pois estão afastadas da Igreja.” Francisco Alexandre da Silva, Nossa Senhora de Fátima.


 

Deivith H. Zanioli
Seminarista



“Encontrar pessoas simples e saber que Cristo está ali, essa foi uma das coisas que mais me marcou nestas visitas, principalmente na casa da dona Margarida (foto), que mesmo morando em uma casa simples é feliz, tinha uma porção de galinhas, acho que umas cinco e um pato, ela nos disse que estava sozinha que o marido e o filho tinham saído e que ela ficou pra cuidar da criação. Peço a Deus que abençoe todas as famílias visitadas e as que não conseguimos visitar e derrame suas benções sobre nós que fizemos as visitas.” Deivith Harly Zanioli Gonçalves, Seminarista.


Margarida e Nadir


segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Jovens se vocês forem o que devem ser, colocarão fogo no mundo.



O mundo precisa ser incendiado pela força do jovem; o mundo precisa ser incendiado pela inteligência do jovem; o mundo precisa ser incendiado pelo sonho do jovem; o mundo precisa ser incendiado pela coragem do jovem; o mundo precisa ser incendiado pela alegria do jovem; o mundo precisa ser incendiado pela sabedoria do jovem; o mundo precisa, sobretudo, ser incendiado pela fé do jovem. A juventude pode sim causar uma grande explosão neste mundo fragilizado.

Haja vista, que nossas igrejas estão cada vez mais sedentas por fiéis, e muita mais sedenta estão pela ausência de jovens que já não participam nas missas, nos grupos de jovens, nos ministérios e pastorais. Pois se formos fazer uma pesquisa de campo, verificaremos que o número de jovens que vivem fora da igreja é superior a 95% se compararmos ao número que participa. É uma matemática que nos entristece, mas não nos enfraquece. O Mundo, para a essa maioria exacerbada de jovens é aparentemente mais acessível, mais lindo, mais atraente.

O que estamos fazendo, além de cobrar e esperar que os jovens um dia tomem a iniciativa de incendiar o mundo com toda a sua força? O que estamos fazendo para mostrar aos jovens que será muito importante que eles coloquem fogo no mundo? Pouco. Sim achamos simplesmente, que os jovens são individualistas, egoístas, rebeldes, esquisitos, violentos, medrosos, tímidos. Por isso, o culpamos por tão mesquinha participação nas comunidades e paróquias.

É hora de ajudá-los! É hora de socorrê-los! A igreja precisa ser mais incisiva; a igreja precisa começar a evangelizar mais os pais, para que os pais evangelizem seus filhos, para que crescem na fé; para que sejam educados visando os bons costumes; para que sejam protagonistas de sua própria história, sem deixar que o mundo com suas idéias prontas e mentirosas o tornem vítimas do ceticismo, da miséria e da violência.

Irmãos, somente o evangelho é a grande vacina contra todos os males que o pecado causa à juventude. Por isso, padres, catequistas, missionários e missionárias, chegou a hora de imunizarmos os jovens. Sejamos otimistas, para que o mundo, tão apagado, seja incendiado pela graça de Deus, seja incendiado pela força da juventude. É preciso nos mostrar apaixonados pelo evangelho, e mostrar-lhes que se sabemos incendiar seus corações de vida e esperança, fora porque fomos imunizados pelo evangelho. Revelemo-nos apaixonados pelo evangelho, e veremos mais jovens pondo fogo nos corações de outros jovens sedentos pelo Espírito santo de Deus, sedentos por vida e dignidade.

Por: Seminarista Sebastião Gustavo Siqueira de Andrade

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Dia de São Daniel Comboni



Para contribuir para a evangelização da África e para a sensibilização missionária da Igreja, o Espírito Santo suscitou Daniel Comboni. Inspirado por Deus, ele viveu um estilo de vida e de ação transmitido aos seus discípulos a fim de ser por eles vivido, conservado, aprofundado e constantemente desenvolvido em sintonia com o Corpo de Cristo em perene crescimento.

Daniel Comboni, nasceu em 15 de março de 1831 em Limone Sul Garda- Itália, o pai, Luis ganhava a vida como jardineiro em casa de um magistrado, enquanto a mãe , Domenica Pace, se ocupava com os afazeres de casa. O casal teve oito filhos mas só Daniel sobreviveu, seu nome é Antonio Daniel, embora preferisse ser chamada somente de Daniel. Era um rapaz muito vivo, bastante extrovertido. Sempre que podia, gostava de subir e descer, com os seus primos, os montes que o rodeavam. Sua vocação surgiu aos quinze anos quando leu a história dos mártires de Japão, narrada por S. Afonso de Ligório, ao ler comoveu-se e sentiu o desejo de partir para lá como missionário e derramar naquela terra o seu sangue pelo evangelho.

Na vida de Daniel Comboni impressiona a determinação com que se consagrou à causa da Nigrícia e a constância com que, não obstante todas as dificuldades, permaneceu fiel a este ideal até à morte. O segredo de tamanha força apostólica esta na certeza de sua vocação missionária. Deus chamou a ser apostolo da Nigrícia e por isso nenhuma força humana podia deter ou desviar os seus passos do sentido único e supremo que à luz da fé assumia a sai vida. Desde a formação inicial na sua família e no instituto Mazza até a doação total da sua vida pela Nigrícia, Comboni faz a experiência do amor de Deus Pai, ao ponto de estar disposto a dar a própria vida como Cristo, Bom Pastor, trespassado sobre a cruz.

Daniel Comboni poderia ter vivido e trabalhado pelo Reino de Deus na África negra alguns anos mais. Poderia ter estabelecido uma Igreja local, fortemente enraizada na África Central e, dadas as suas orientações, estabelecer um diálogo com as diferentes forças que, da costa, começavam a penetrar no coração da África. Estes são os sonhos humanos. Mas já se sabe que os caminhos de Deus não são os nossos caminhos.

No dia 4 de outubro de 1881 caiu de cama, minado por febres altíssimas. O seu corpo não podia resistir e a sua alma estava preparada para se encontrar com o seu Senhor.
Descansar, descansar para sempre. Descansar de tantas idas e vindas pelo deserto e pelo Mediterrâneo, descansar daquela paixão pela África que o queimava por dentro, ou melhor, deixar que o Espírito a transforme em pura chama de intercessão na glória de Deus.

No dia 10 de outubro de 1881, às dez da noite, Comboni entregou a sua alma a Deus. Tinha só cinqüenta anos. Estava numa idade em que podia ainda fazer muito. Mas, obviamente, Deus decidiu que já tinha feito bastante. No fim da vossa vida sereis examinados sobre o amor, disse alguém que entendia de amor... E Daniel Comboni tinha amado muito. Deus decidiu levá-lo consigo.


Que São Daniel Comboni interceda por nós junto a Deus. Amém.

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Com a Igreja, em outubro, rezamos assim


'Para que a celebração do Dia Mundial das Missões aumente no Povo de Deus a paixão pela evangelização e sustente a atividade missionária através da oração e ajuda econômica às Igrejas mais pobres'



A cada ano, em outubro, a Igreja se empenha em renovar o espirito missionário e celebra o Dia Mundial das Missões.É um dia destinado a reviver em todos os fiéis, até mesmo nos pastores, a consciência que a Igreja é missionária por sua essência, Poe rua natureza, por vontade de Cristo. A evangelização não é uma tarefa imposta de fora, mas surge do próprio ser da Igreja. Não é possível ser autenticamente cristão e não ser missionários, não tendo zelo apostólico, o desejo de proclamar o amor de Jesus Cristo aos homens.Podemos afirmar inequivocamente que o zelo missionário de uma comunidade ou uma Igreja local, deve ser um sinal de sua vitalidade espiritual. Ao mesmo tempo, a evangelização é a melhor maneira de fortalecer a fé. Como indicado pelo Beato João Paulo II, a fé se fortalece, dando-a (cf. RM, 2).O tema do Dia Mundial das Missões deste ano, domingo, 23 de outubro, 2011, é: 'Como o Pai me enviou, também eu vos envio' (Jo 20, 21). A dimensão missionária da Igreja é a extensão de um envio de Cristo por parte do Pai. A Igreja, como seu corpo místico, prolonga a encarnação de Cristo, sua presença física entre os homens. Todo cristão se torna, através de Batismo, a boca de Cristo a anunciar o seu reino entre os homens.O Papa nos lembra que na liturgia da Igreja, especialmente na Missa, se atualiza o envio dos batizados para a evangelização do mundo. Como os discípulos de Emaús, todos os fiéis que tiveram um verdadeiro encontro com Cristo, se sentem impelidos de anunciá-lo imediatamente a todos os homens.A proximidade do Senhor, que permaneceu para compartilhar com eles o pão, faz com que os dois discípulos que caminhavam sem desiludidos se tornem apóstolos que sentem a necessidade urgente de anunciar a todos que Jesus Cristo está vivo. A autêntica participação na liturgia dá sempre frutos num espírito missionário.Bento XVI afirma em sua mensagem para o Dia Mundial das Missões 2011, que 'os destinatários do Evangelho são todas os povos' e reiterou que a missão confiada por Cristo à sua Igreja ainda está muito longe de ser concluída. 'Nós não podemos permanecer tranqüilos pensando que, após dois mil anos, ainda existem povos que não conhecem Cristo e ainda não ouviram sua mensagem de salvação. Não só; mas se expandem as fileiras daqueles que, apesar de terem recebido o anúncio o Evangelho, o esqueceram e abandonaram, não se reconhecem na Igreja; e muitos ambientes, mesmo em sociedades tradicionalmente cristãs, são hoje resistentes a abrirem-se a palavra da fé.Está em andamento uma mudança cultural, também alimentada pela globalização, movimentos de pensamento do imperante relativismo, uma mudança que leva uma mentalidade e estilo de vida que não fazem conta da mensagem do Evangelho, como se Deus não existisse, e que exaltam a busca do bem-estar, do dinheiro fácil, da carreira e do suces so como propósito de vida, mesmo à custa de valores morais'(Mensagem para o Dia Mundial das Missões 2011).Esta situação exige uma renovada paixão pela evangelização em todos os fiéis. Todo batizado deve sentir esta missão como sua, e apoiar com a oração e ajuda financeira, o serviço de nossos missionários para dar a conhecer aos homens o amor salvífico de Deus, especialmente nas Igrejas mais pobres e carentes de recursos financeiros.A intercessão de Maria, Estrela da Evangelização, leve a bom termo o desejo do Santo Padre: 'O Dia Mundial das Missões reacenda em cada um o desejo e a alegria de 'ir' ao encontro da humanidade, levando a todos Cristo'.