segunda-feira, 30 de abril de 2012

Traduzindo Deus






Hoje uma razão muito especial me fez pensar que o tempo todo somos convidados a “traduzir” Deus para as pessoas. Isso mesmo: traduzir o Sagrado é nossa missão, nosso discipulado. Traduzir é um verbo que tem raiz etimológica no gregoμεθερμηνευω [methermêneuô], significando, pois, aquela ação capaz de nos levar ao conhecimento do que antes nos parecia obscuro ou impossível de compreensão.

Pois bem, já me explico porque somos então impulsionados pra tal dinâmica. O imperativo de traduzir Deus se dá quando percebemos que pelas avenidas da vida tantos corações parecem ter se cansado de acreditar num motivo que alimente suas vidas. Quando notamos o quanto de olhares já se perderam, quantos solos deixaram a sua sacralidade ir embora, e nisso minha gente muitos são os que também cristalizaram suas vidas em noites escuras e já não sentem mais motivos de contemplar o sol da existência por meio das cores e sabores da Ressurreição. Quantos vivos que estão mais mortos que aqueles que já adormeceram na Eternidade.

Aqui temos um caminho a percorrer, um caminho dado e traçado, um desejo a ser tornado real, tão real quanto o “Verbo que se tornou carne” ao traduzir o Amor Divino. Um caminho que se deu por duas vias: a de quem veio – o Verbo – e a de quem sempre vai – nossos corações, território humano no qual o Sagrado quis fazer morada. E neste itinerário a estrada assumiu beleza quando nos foi dado a Plenitude da Revelação. Nada mais precisa ser revelado. No entanto precisamos “traduzir” Deus. Precisamos comunicar Deus pra tantos quantos ainda não se permitiu sentar com Ele, ter um encontro pessoal.

Lembro que algumas vezes lá na escola a professora de língua estrangeira nos colocava pra traduzir textos e frases. Debruçávamos com todos os instrumentos necessários, dicionários, gramáticas, para que desta forma a tradução fosse a mais fiel possível ou o mais próximo daquilo que se propunha. Minha gente, nossa missão não é diferente. Parece-nos que o exemplo da escola é meio tolo, mas serve-nos de fio condutor para compreender que embora a Plenitude da Revelação já nos tenha traduzido todo o Amor do Pai, somos, no entanto configurados como seus fiéis colaboradores pra que esta tradução visite todos os corações humanos e possam ali fazer morada. Da mesma forma que um dia tivemos que fazer a tradução de um texto cuja língua parecia-nos desconhecida ou inacessível, somos, pois vocacionados o tempo todo a traduzir com nossas vidas e testemunhando por meio de nossas opções e escolhas o amor d’Aquele que nos atraiu para si.

Feliz foi Santo Agostinho ao dizer “Nihil volitum nisi precognitum est”, que nada é desejado se não for conhecido. O mundo busca um sentido, e nesta busca surge o desejo, e este último se dá pela via do conhecimento. Tudo é muito simples quando percebemos que Deus se deu a conhecer e se deixou encontrar pra desta forma ser desejado, buscado. Nossa missão portanto, mesmo com nossas limitações, é traduzir este conhecimento que nasce da nossa relação de amor com o Divino, pra que deste modo todos possam também desejá-lo.



Jerônimo Lauricio
fonte: http://www.catequisar.com.br/texto/colunas/jeronimo/11.htm

segunda-feira, 23 de abril de 2012

Reconhecido cientista assegura: Papa tinha razão sobre a AIDS



Declaração de Edward Green, diretor do Aids Prevention Research Project de Harvard

 O diretor do Aids Prevention Research Project da Harvard School of Public Health, Edward Green, assegurou que na polêmica sobre a Aids e o preservativo Bento XVI tinha razão.

Ao intervir no “Meeting pela amizade entre os povos” de Rímini o cientista, considerado como um dos máximos especialistas na matéria, confessou que “lhe chamou a atenção como cientista a proximidade entre o que o Papa disse no mês de março passado no Camarões e os resultados das descobertas científicas mais recentes”.

“O preservativo não detém a Aids. Só um comportamento sexual responsável pode fazer frente à pandemia”, destacou.

“Quando Bento XVI afirmou que na África se deviam adotar comportamentos sexuais diferentes porque confiar só nos preservativos não serve para lutar contra a Aids, a imprensa internacional se escandalizou”, continuou constatando.

Na realidade o Papa disse a verdade, insistiu: “o preservativo pode funcionar para indivíduos particulares, mas não servirá para fazer frente à situação de um continente”.

“Propor como prevenção o uso regular do preservativo na África pode ter o efeito contrário – acrescentou Green. Chama-se ‘risco de compensação’, sente-se protegido e se expõe mais”.

“Por que não se tentou mudar os costumes das pessoas? – perguntou o cientista norte-americano. A indústria mundial tardou muitos anos em compreender que as medidas de caráter técnico e médico não servem para resolver o problema”.

Green destacou o êxito que tiveram as políticas de luta contra a Aids que se aplicaram em Uganda, baseadas na estratégia sintetizada nas iniciais “ABC” por seu significado em inglês: “abstinência”, “fidelidade”, e como último recurso, o “preservativo”.

“No caso da Uganda – informou – se obteve um resultado impressionante na luta contra a Aids. O presidente soube dizer a verdade a seu povo, aos jovens que em certas ocasiões é necessário um pouco de sacrifício, abstinência e fidelidade. O resultado foi formidável”.



Data 12/09/2011



terça-feira, 17 de abril de 2012

A lição do Cristo fortalecido





De braços abertos ponho-me para que me crucifiques. Venha e me acertes, transpassa-me com setas!

Deixa-me sofrer toda a dor do mundo, ser apedrejada, pisoteada. Podes pisar bem fundo! Quero sentir as auguras, suportar as amarguras da vida. Sentir-me pequena. Traída. Indefesa. E saber com certeza o que sofreu o Cristo. 

Por isso vara minhas mãos com pregos, eu insisto! Quero ser arrastada por uma multidão enfurecida e saber que não sou querida mesmo que nada tenha feito de mal por essa raça vil de homens. Povo irracional...

Após sofrer de toda humilhação, além de ser injustiçado e dos espinhos na cabeça, ter como prêmio a crucificação? Fico perguntando o porquê de tudo isso! Por que o Pai não socorreu o Cristo? Mas, então concluo: o Pai é sábio e por o ser, sabe o que é melhor para o Filho. Se não socorreu é que motivos teve para não ter ido em seu auxílio...

Deixei a sabedoria da minha fé revelar-se e assim poder mostrar-me o que o Pai com aquele gesto quis ensinar. E foi assim, então, que descobri... Por Jesus ter muito sofrido, ressuscitou Rei fortalecido!

Se hoje sofro ou levo tombos, mesmo caindo eu saio dos escombros, pois aprendi de Deus a lição: Só fortalece e cresce quem se permite ir até o chão...






por  DJANIRA LUZ
fonte: http://www.catequisar.com.br/texto/colunas/djanira/01.htm

segunda-feira, 9 de abril de 2012

Intercessão dos Santos

Pe. Fabio de Melo explica a intercessão dos Santos a nossos pedidos ao Pai.

domingo, 8 de abril de 2012

Feliz Páscoa

Que o Ressuscitado derrame sobre todos nós suas bençãos, que Deus nos abençoe, amém.


segunda-feira, 2 de abril de 2012

Não espere



Mentes grandes discutem ideias, mentes medianas discutem eventos e mentes pequenas discutem pessoas. Não podemos crê na total transparência das pessoas é preciso aceitar que os outros têm segredos, regiões de solidão. A maior prova de amor é colocar-se a distância e não querer forçar a entrada respeitar o tempo de cada um. Deus dá alimento a todos os pássaros, no entanto não joga em seu ninho. Deus ajuda, mas espera que você faça no mínimo a sua parte.

Quem perde dinheiro, perde pouco, quem perde amigos perde muito mais e quem perde a fé perde tudo. Pessoas jovens são obras da natureza, pessoas idosas são obras de arte e ambas são obras de Deus.
Aprenda com os erros alheios, você não conseguiria viver o suficiente para cometê-los sozinho. O sentido da vida é viver com amor e buscar diariamente o viver feliz e estar com Deus.

Não espere um sorriso para ser gentio, não espere ser amado para amar, não espere ficar sozinho para reconhecer o valor de um amigo, não espere ficar de luto para reconhecer quem hoje é importante na sua vida, não espere um melhor emprego para começar a trabalhar, não espere a queda para lembrar-se do conselho, não espere!

Não espere a enfermidade para reconhecer quão frágil é a vida, não espere encontrar a pessoa perfeita para então se apaixonar, não espere a magoa para pedir perdão, não espere a separação para buscar a reconciliação, não espere a dor para acreditar na oração, não espere o elogio para acreditar em si mesmo, não espere!

Não espere ter tempo para servi, não espere que o outro tome a iniciativa se você é o culpado, não espere ouvir eu te amo para responder eu também, não espere ter dinheiro aos montes para então contribuir, não espere o dia de tua morte sem antes amar a vida.

Então o que você está esperando?

Ame a vida, e seja feliz, ante que seja tarde...

domingo, 1 de abril de 2012

Catequese

Pergunta: Por que a Igreja celebra a liturgia frequentemente?

Resposta: Tal qual uma pessoa precisa de ar para viver, também a Igreja respira e vive quando celebra a Liturgia. É o próprio Deus que, dia após dia, lhe insufla Vida nova e a presenteia com a Sua Palavra e os Seus Sacramentos. Pode ainda utilizar-se a seguinte metáfora: cada celebração litúrgica é como um ponto de encontro de amor que Deus escreve na nossa agenda; quem alguma vez já sentiu o amor de Deus comparece com todo prazer; e quem comparece, mesmo sem sentir nada durante algum tempo, revela a Deus sua fidelidade.

YOUCAT - Catecismo Jovem da Igreja Católica, n°166