segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Trabalho em comunidade



Trabalhar em comunidade parece ser fácil, mas ter que conviver com várias pessoas não é uma tarefa muito fácil, cada um tem uma forma de pensar de agir, devemos saber como reagir a cada ação que os outros podem tomar sem termos que desrespeitar ninguém.

Todos nós somos chamados ao trabalho voluntário e comunitário, todas as comunidades de nossa paróquia estão necessitando de pessoas que estejam afim de um desafio, pois somente quem está em busca de desafios pode assumir um trabalho na comunidade, não adianta apenas estar afim de trabalhar, isso também é importante, mas não é o essencial, devemos realmente estar afim de realizarmos uma transformação em nossas vidas, o desafio esta lançando somente os fortes podem aceitar.

Trabalhar em comunidade não significa que devemos ter várias pessoas subordinadas a nós, se assumirmos um cargo de coordenação não estamos lá para mandar em todo mundo de forma descabida, estamos lá por que a comunidade acredita que somos capazes de coordenar este grupo, mas os serviços em comunidade não se detêm apenas em cargos de coordenação, existem vários serviços que podemos ajudar, por exemplo, catequese esta sempre precisando de pessoas capazes para ensinar um pouco do conhecimento divino para crianças, nessa experiência quem aprende mais não são as crianças e sim o catequista, cada encontro é uma surpresa.

Existe um espaço nas missas que deve ser preenchido que é a equipe de cantos, uma missa animada é mais interessante que uma missa sem nenhum instrumento musical, mais uma vez a comunidade esta precisando de pessoas capazes a animar as missas com músicas.

Existem vários outros serviços que a comunidade precisa de ajuda, mas se não formos atrás dos responsáveis pela comunidade e dissermos que estamos interessados em ajudar de alguma maneira, nunca poderemos desenvolver nosso trabalho em comunidade, Jesus nos diz: “Nem todo aquele que me diz: Senhor, Senhor, entrará no Reino dos céus, mas sim aquele que faz a vontade de meu Pai que está nos céus.” (Mt 7,21), não adianta apenas orações é preciso que tenhamos obras, realizemos o projeto de Deus.
         
          Cabe agora a cada um de nós decidirmos o que vamos fazer, se vamos continuar de braços cruzados vendo a comunidade precisando de nossa ajuda, ou abrir os braços e trabalhar em prol de uma comunidade mais fraterna, a escolha é sua.


segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Comunicando o Deus da Vida


Irmã Dina com mulheres pigmeias   mulheres pigmeias fazendo sabão.



Com alegria partilho minha experiência do Deus da Vida e da Missão, sou a irmã Dina Ramos de Siqueira, natural de Salesópolis, interior de São Paulo, missionária comboniana. Aos seis anos, mudei-me para César de Sousa, distrito de Mogi das Cruzes. 

Tive a graça de crescer no ambiente missionário da paróquia de São Pedro Apóstolo, dirigida pelas irmãs espiritanas. 

Em 1989 os padres combonianos foram convidados pela minha paróquia, para animar a novena da festa do Padroeiro e 'ajudar as missões'. Eles divulgaram a revista missionária 'Sem Fronteiras'. Ao ler o testemunho de entrega de missionários e missionárias, senti que Deus chamava eu também, para ser missionária sem fronteiras. 

México foi a minha primeira missão fora do Brasil. Cheguei à terra da 'Mãe do Céu Morena' para continuar os estudos, preparando-me em Comunicação Social.

Em 2006 fui destinada à República Democrática do Congo. Conheci um povo sofrido e marcado pelas décadas de ditadura, inúmeras guerras e saques. Ao mesmo tempo, povo alegre e acolhedor que me fez sentir em casa. Mungbere, pequeno e isolado vilarejo no norte do país, meu campo de atuação. Entre as várias tribos do território estão os pigmeus, que ainda hoje vivem no meio da 'mãe floresta', que lhes garante os meios de subsistência. 

Passar da comunicação estudada nos livros àquela vivida na floresta é o desafio que experimentei entre aquele povo nômade. O som do tambor anuncia alegria e dor. Um mastro com folhas secas é sinal de 'mabina,' dança durante a noite inteira. As tatuagens feitas pelas mulheres e crianças, utilizando frutos da floresta, comunicam alegria e beleza. A simplicidade, a acolhida, a música e a dança, juntamente com a solidariedade e a paz, transmitidas por este povo, ainda hoje marginalizado, conquistaram meu coração.

Desenvolvo minha atividade pastoral junto às mulheres pigmeias. As tribos são matriarcais. São elas, as mulheres, que constroem as casas 'cornbele'.  A mulher é a líder da aldeia e responsável pelo desenvolvimento. 
A paróquia dispõe do internato que acolhe meninas e meninos pigmeus, dando-lhes a oportunidade de estudo e integração com o povo do vilarejo. Com o mesmo objetivo está implantada também a escola de corte e costura. E para a formação de jovens parteiras, o hospital abre as portas.

O acesso às aldeias é um verdadeiro 'rali' por conta das condições das estradas. Mas a chegada é sempre uma festa. Crianças e adultos correm para dar as boas vindas. Também o momento de deixar a aldeia é celebrado com canções de despedida. O povo sabe comunicar a virtude da acolhida! Aprendi muito. Dou graças a Deus pela experiência da Sua presença, vivenciada no meio 
daquele povo.

Agora, preparo-me para começar outro desafio: Animação Missionária e difusão da revista missionária 'Afriquespoir'. Tenho esperança de que outras jovens, através da leitura da revista, tornem-se missionárias sem fronteiras. Trago comigo os 15.000 km percorridos em moto durante estes quatro anos, e, sobretudo, a certeza de que Missão é vida e a vida partilhada em Missão comunica o Deus da Vida.

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Família, lugar, fé, esperança e caridade


Em nossos dias, num mundo que se tornou estranho e até hostil à fé, as famílias cristãs são de importância primordial. O lar cristão é o lugar em que os filhos recebem o primeiro anúncio da fé. Por isso, o Concílio Vaticano II chama a família, usando uma antiga expressão, de “Igreja doméstica”. É no seio da família que os pais são para os filhos, pela palavra e pelo exemplo, os primeiros mestres da fé.

Sabemos que o lar é a primeira escola do mundo e da vida cristã. É uma escola de enriquecimento humano.

Segundo o Catecismo da Igreja Católica, “a família cristã é uma comunhão de pessoas, vestígio e imagem da comunhão do Pai, do Filho e do Espírito Santo”. (cf. n. 2205).

Deus quis que a atividade educadora e criadora da família fosse o reflexo de da obra. O casal que constitui uma família está participando com o Pai na criação do mundo.

A família é a célula originária da vida social. É a sociedade natural na qual o homem e a mulher são chamados ao dom de si no amor e no dom da vida.

Podemos perceber, ao refletir sobre tudo isto, que a vivência do amor, da justiça, da solidariedade nasce na família para, depois, se expandir para toda uma sociedade.

Para seguir o projeto de Deus e, consequentemente, para vivermos a felicidade em plenitude, é preciso, aqui na terra, aqui neste mundo que tanto tenta destruir a família, é preciso que saibamos defendê-la, porque ela é o esteio da sociedade e é nela que podemos cultivar, desde a mais tenra infância, a fé, a esperança e a caridade, virtudes que farão deste mundo um mundo melhor e que, com toda a certeza, nos levarão à glória do Pai.





Por: DOM EURICO DOS SANTOS VELOSO 
ARCEBISPO EMÉRITO DE JUIZ DE FORA, MG.
http://www.catequisar.com.br/texto/colunas/eurico/306.htm