segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

O que fizerdes a um pequenino foi a Mim que fez



Quando o Filho do homem vai vir? Ninguém sabe, somente o Pai, quando Ele com o seu reino vier vai separar as ovelhas dos cabritos, ovelhas a direita e cabritos a esquerda, aos da direita o Rei diz: “Vinde benditos de meu Pai! Recebei em herança o Reino que meu Pai vos preparou desde a criação do mundo!”, eles fizeram por merecer essa herança pois a quem:

  • ·         Estava com fome, deram de comer
  • ·         Estava com sede, deram de beber
  • ·         Era forasteiro, receberam em casa
  • ·         Estava nu, lhe vestiram
  • ·         Estava doente, cuidaram dele
  • ·         Estava preso, foram visitar


Os justos (ovelhas) perguntam quando se encontraram com o Rei, ele responde que quando fizeram isso a um dos pequeninos, que são seus irmãos, foi a Ele que o fizeram.

Aos da esquerda o Rei diz: “afastai-vos de mim, malditos! Ide para o fogo eterno, preparado para o diabo e para os seus anjos.”, malditos por que com todo o orgulho, soberba, não quiseram, dar de comer, de beber, receber em casa, vestir, cuidar e visitar o pequeno que lhe pedia ajuda. Este irão para o castigo eterno, enquanto os justos irão para a vida eterna.

Eterno não é apenas um tempo, um período, é para o resto da existência, é horrível imaginar passar a eternidade queimando, e para que isso não aconteça o que devemos fazer não é tão difícil, será que podemos fazer o que fizeram os justos para podermos também nós alcançar a herança?

Penso que não, será difícil se nós temos um orgulho muito elevado e só pensamos em nós, acreditando que somos o centro do universo, doar um pouco de tempo na visita a doentes ou presidiários, não é uma perda de tempo e sim uma aprendizagem, cada pessoa que encontramos acrescenta em nossa bagagem muitas informações principalmente a história de sua vida.

Atender uma pessoa que bate à porta as vezes nos dá medo, será que vai nos assaltar? Devemos superar esse medo, ou ter mais medo de ir para o fogo eterno. As vezes em nossos guarda-roupas temos uma porção de roupas que a meses ou anos não vestimos mais, porem criamos um afeto tão grande com a roupa que preferimos deixá-la guardada mofando, a doar a quem mais precisa.

Será que hoje nos estamos atendendo esses chamados do Pai? Só seremos herdeiros do reino se soubermos compartilhar aquilo que temos com os pequeninos, pode ser que um dia sejamos pequeninos também, e podemos pensar, será que encontraremos um justo que nos ajude?

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Águia ou galinha?


“Era uma vez um camponês que foi à floresta vizinha apanhar um pássaro para mantê-lo em sua casa. Conseguiu pegar um filhote de águia. Colocou-o no galinheiro junto com as galinhas. Comia milho e ração própria para galinhas. Embora a águia fosse o rei / rainha de todos os pássaros.
Depois de cinco anos, este homem recebeu a visita de um naturalista. Enquanto passeavam pelo jardim, disse o naturalista:
– Este pássaro aí não é uma galinha. É uma águia.
– De fato, – disse o camponês. É águia. Mas eu a criei como galinha. Ela não é mais uma águia. Transformou-se em galinha como as outras, apesar das asas de quase três metros de extensão.
– Não – retrucou o naturalista. Ela é e será sempre uma águia. Pois tem um coração de águia. Este coração a fará um dia voar às alturas.
– Não, não – insistiu o camponês. Ela virou galinha e jamais voará como águia.
Então decidiram fazer uma prova. O naturalista tomou a águia, ergueu-a bem alto e desafiando-a disse:
– Já que de fato você é uma águia, já que você pertence ao céu e não à terra, então abra suas asas e voe!
A águia pousou sobre o braço estendido do naturalista. Olhava distraidamente ao redor. Viu as galinhas lá embaixo, ciscando grãos. E pulou para junto delas.
O camponês comentou:
– Eu lhe disse, ela virou uma simples galinha!
– Não – tornou a insistir o naturalista. Ela é uma águia. E uma águia será sempre uma águia. Vamos experimentar novamente amanhã.
No dia seguinte, o naturalista subiu com a águia no teto da casa. Sussurou-lhe:
– Águia, já que você é uma águia, abra suas asas e voe!
Mas quando a águia viu lá embaixo as galinhas, ciscando o chão, pulou e foi para junto delas.
O camponês sorriu e voltou à carga:
– Eu lhe havia dito, ela virou galinha!
– Não – respondeu firmemente o naturalista. Ela é águia, possuirá sempre um coração de águia. Vamos experimentar ainda uma última vez. Amanhã a farei voar.
No dia seguinte, o naturalista e o camponês levantaram bem cedo. Pegaram a águia, levaram-na para fora da cidade, longe das casas dos homens, no alto de uma montanha. O sol nascente dourava os picos das montanhas.
O naturalista ergueu a águia para o alto e ordenou-lhe:
– Águia, já que você é uma águia, já que você pertence ao céu e não à terra, abra as suas asas e voe!
A águia olhou ao redor. Tremia como se experimentasse nova vida. Mas não voou. Então o naturalista segurou-a firmemente, bem na direção do sol, para que seus olhos pudessem encher-se da claridade solar e da vastidão do horizonte.
Nesse momento, ela abriu suas potentes asas, grasnou com o típico kau-kau das águias e ergueu-se soberana, sobre si mesma. E começou a voar, a voar para o alto, a voar cada vez para mais alto. Voou... voou... até confundir-se com o azul do firmamento...”


segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

A Família


                  Quando Deus criou o homem e a mulher disse que o homem deixará a sua mãe e seu pai e se unirá com uma mulher e eles se tornarão uma só carne, desde a criação Deus nos projetou para sermos família, é na família que encontramos o nosso pouso seguro, quando estamos tristes, alegres sempre podemos contar com eles.
                É uma pena que existam pessoas que não dão valor a sua família, e também famílias que não dão valor a certos indivíduos que pertencem à família.
             Como é bonito ver uma família bem unida que todos se falam, marcam reuniões para confraternizarem, dão testemunho com sua vida do amor familiar.
                É muito triste quando membros da família não se falam, não querem nem se olhar, devemos pensar que mesmo ressentidos por algo dito ou feito, esta pessoa que nos magoou terá sempre uma ligação conosco, temos que dar o braço a torcer e perdoar, aceitar as diferenças e saber conviver com elas.
                Jesus fala acerca de um casamento indissolúvel, uma união para toda a vida (Mt 19, 3-12), nos dias de hoje o que vemos são casais com medo desse compromisso, que se unem mas não querem a benção de Deus, já prevendo que logo irão se separar, devemos crer que se Deus nos deu a vocação ao matrimonio Ele estará conosco, por mais difícil que possa parecer a situação, porem muito me alegra saber que existem casais dispostos a essa união pela vida toda, que tem filhos, criam os filhos e na terceira idade continuam se amando e demonstrando esse amor com gestos de carinho uma para o outro.
                O homem foi criado para o matrimonio, entretanto há homens e mulheres que renunciam a esse mandato para o anuncio do Reino, para irem ao encontro de pessoas que precisam de uma palavra amiga, de carinho, de ajuda, esses homens e essas mulheres têm outra vocação a de estar à disposição de ajudar ao próximo.
                Enfim tanto uma quanto a outra vocação tem sua origem na família, que nos educa e apóia em nossas decisões, devemos valorizar nossas famílias bem como incentivar que outros o façam.

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Trabalho em comunidade



Trabalhar em comunidade parece ser fácil, mas ter que conviver com várias pessoas não é uma tarefa muito fácil, cada um tem uma forma de pensar de agir, devemos saber como reagir a cada ação que os outros podem tomar sem termos que desrespeitar ninguém.

Todos nós somos chamados ao trabalho voluntário e comunitário, todas as comunidades de nossa paróquia estão necessitando de pessoas que estejam afim de um desafio, pois somente quem está em busca de desafios pode assumir um trabalho na comunidade, não adianta apenas estar afim de trabalhar, isso também é importante, mas não é o essencial, devemos realmente estar afim de realizarmos uma transformação em nossas vidas, o desafio esta lançando somente os fortes podem aceitar.

Trabalhar em comunidade não significa que devemos ter várias pessoas subordinadas a nós, se assumirmos um cargo de coordenação não estamos lá para mandar em todo mundo de forma descabida, estamos lá por que a comunidade acredita que somos capazes de coordenar este grupo, mas os serviços em comunidade não se detêm apenas em cargos de coordenação, existem vários serviços que podemos ajudar, por exemplo, catequese esta sempre precisando de pessoas capazes para ensinar um pouco do conhecimento divino para crianças, nessa experiência quem aprende mais não são as crianças e sim o catequista, cada encontro é uma surpresa.

Existe um espaço nas missas que deve ser preenchido que é a equipe de cantos, uma missa animada é mais interessante que uma missa sem nenhum instrumento musical, mais uma vez a comunidade esta precisando de pessoas capazes a animar as missas com músicas.

Existem vários outros serviços que a comunidade precisa de ajuda, mas se não formos atrás dos responsáveis pela comunidade e dissermos que estamos interessados em ajudar de alguma maneira, nunca poderemos desenvolver nosso trabalho em comunidade, Jesus nos diz: “Nem todo aquele que me diz: Senhor, Senhor, entrará no Reino dos céus, mas sim aquele que faz a vontade de meu Pai que está nos céus.” (Mt 7,21), não adianta apenas orações é preciso que tenhamos obras, realizemos o projeto de Deus.
         
          Cabe agora a cada um de nós decidirmos o que vamos fazer, se vamos continuar de braços cruzados vendo a comunidade precisando de nossa ajuda, ou abrir os braços e trabalhar em prol de uma comunidade mais fraterna, a escolha é sua.


segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Comunicando o Deus da Vida


Irmã Dina com mulheres pigmeias   mulheres pigmeias fazendo sabão.



Com alegria partilho minha experiência do Deus da Vida e da Missão, sou a irmã Dina Ramos de Siqueira, natural de Salesópolis, interior de São Paulo, missionária comboniana. Aos seis anos, mudei-me para César de Sousa, distrito de Mogi das Cruzes. 

Tive a graça de crescer no ambiente missionário da paróquia de São Pedro Apóstolo, dirigida pelas irmãs espiritanas. 

Em 1989 os padres combonianos foram convidados pela minha paróquia, para animar a novena da festa do Padroeiro e 'ajudar as missões'. Eles divulgaram a revista missionária 'Sem Fronteiras'. Ao ler o testemunho de entrega de missionários e missionárias, senti que Deus chamava eu também, para ser missionária sem fronteiras. 

México foi a minha primeira missão fora do Brasil. Cheguei à terra da 'Mãe do Céu Morena' para continuar os estudos, preparando-me em Comunicação Social.

Em 2006 fui destinada à República Democrática do Congo. Conheci um povo sofrido e marcado pelas décadas de ditadura, inúmeras guerras e saques. Ao mesmo tempo, povo alegre e acolhedor que me fez sentir em casa. Mungbere, pequeno e isolado vilarejo no norte do país, meu campo de atuação. Entre as várias tribos do território estão os pigmeus, que ainda hoje vivem no meio da 'mãe floresta', que lhes garante os meios de subsistência. 

Passar da comunicação estudada nos livros àquela vivida na floresta é o desafio que experimentei entre aquele povo nômade. O som do tambor anuncia alegria e dor. Um mastro com folhas secas é sinal de 'mabina,' dança durante a noite inteira. As tatuagens feitas pelas mulheres e crianças, utilizando frutos da floresta, comunicam alegria e beleza. A simplicidade, a acolhida, a música e a dança, juntamente com a solidariedade e a paz, transmitidas por este povo, ainda hoje marginalizado, conquistaram meu coração.

Desenvolvo minha atividade pastoral junto às mulheres pigmeias. As tribos são matriarcais. São elas, as mulheres, que constroem as casas 'cornbele'.  A mulher é a líder da aldeia e responsável pelo desenvolvimento. 
A paróquia dispõe do internato que acolhe meninas e meninos pigmeus, dando-lhes a oportunidade de estudo e integração com o povo do vilarejo. Com o mesmo objetivo está implantada também a escola de corte e costura. E para a formação de jovens parteiras, o hospital abre as portas.

O acesso às aldeias é um verdadeiro 'rali' por conta das condições das estradas. Mas a chegada é sempre uma festa. Crianças e adultos correm para dar as boas vindas. Também o momento de deixar a aldeia é celebrado com canções de despedida. O povo sabe comunicar a virtude da acolhida! Aprendi muito. Dou graças a Deus pela experiência da Sua presença, vivenciada no meio 
daquele povo.

Agora, preparo-me para começar outro desafio: Animação Missionária e difusão da revista missionária 'Afriquespoir'. Tenho esperança de que outras jovens, através da leitura da revista, tornem-se missionárias sem fronteiras. Trago comigo os 15.000 km percorridos em moto durante estes quatro anos, e, sobretudo, a certeza de que Missão é vida e a vida partilhada em Missão comunica o Deus da Vida.

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Família, lugar, fé, esperança e caridade


Em nossos dias, num mundo que se tornou estranho e até hostil à fé, as famílias cristãs são de importância primordial. O lar cristão é o lugar em que os filhos recebem o primeiro anúncio da fé. Por isso, o Concílio Vaticano II chama a família, usando uma antiga expressão, de “Igreja doméstica”. É no seio da família que os pais são para os filhos, pela palavra e pelo exemplo, os primeiros mestres da fé.

Sabemos que o lar é a primeira escola do mundo e da vida cristã. É uma escola de enriquecimento humano.

Segundo o Catecismo da Igreja Católica, “a família cristã é uma comunhão de pessoas, vestígio e imagem da comunhão do Pai, do Filho e do Espírito Santo”. (cf. n. 2205).

Deus quis que a atividade educadora e criadora da família fosse o reflexo de da obra. O casal que constitui uma família está participando com o Pai na criação do mundo.

A família é a célula originária da vida social. É a sociedade natural na qual o homem e a mulher são chamados ao dom de si no amor e no dom da vida.

Podemos perceber, ao refletir sobre tudo isto, que a vivência do amor, da justiça, da solidariedade nasce na família para, depois, se expandir para toda uma sociedade.

Para seguir o projeto de Deus e, consequentemente, para vivermos a felicidade em plenitude, é preciso, aqui na terra, aqui neste mundo que tanto tenta destruir a família, é preciso que saibamos defendê-la, porque ela é o esteio da sociedade e é nela que podemos cultivar, desde a mais tenra infância, a fé, a esperança e a caridade, virtudes que farão deste mundo um mundo melhor e que, com toda a certeza, nos levarão à glória do Pai.





Por: DOM EURICO DOS SANTOS VELOSO 
ARCEBISPO EMÉRITO DE JUIZ DE FORA, MG.
http://www.catequisar.com.br/texto/colunas/eurico/306.htm

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

IDE VÓS TAMBÉM PARA A MINHA VINHA.



Bem, é fato que todos nós cristãos somos chamados a sermos missionários de Cristo. A prova disto esta nas varias passagens dos Evangelhos onde somos chamados a “trabalhar na messe do Senhor”, a sermos “pescadores de homens” e a levarmos sua palavra a todas as criaturas. Em sua Exortação Apostólica CHRISTIFIDELES LAICI (Vocação e Missão dos Leigos na Igreja e no Mundo) o Papa João Paulo II, inicia nos falando sobre a parábola dos trabalhadores chamados a vinha, onde “O Reino dos Céus é semelhante a um proprietário, que saiu muito cedo, a contratar trabalhadores para a sua vinha. Ajustou com eles um denário por dia e mandou-os para a vinha” (cf. Mt13, 8), o que João Paulo II queria nos mostrar é que somos chamados a sermos missionários. Desde nossa concepção somos escolhidos por Deus para levarmos a boa nova a todos àqueles que precisarem. A vinha, nada mais é do que o mundo e nós somos os trabalhadores.

Por excelência o próprio Cristo foi um missionário, pois se colocou a caminhar levando a todos a boa nova do Reino de Deus. O convite de Jesus

 “Ide vós também para a minha vinha” 

se estende até os nossos dias. São Gregório Magno dizia “Considerai o vosso modo de viver, caríssimos irmãos, e vede se já sois trabalhadores do Senhor. Cada qual avalie o que faz e veja se trabalha na vinha do Senhor”. Todos nós somos trabalhadores e ao mesmo tempo fazemos parte da vinha (Jo 15,5), para isso basta que cada um de nós, com a consciência de cristãos, assumamos o nosso papel de batizados e membros do corpo de Cristo que é a Igreja.

Atendendo a este chamado a trabalhar na vinha do Senhor é que no ano de 2010 me senti impelido a doar-me intensamente ao serviço na vinha do Senhor, e acabei vivenciando momentos de alegria e extrema dor junto às famílias ribeirinhas e índios do Amazonas. Quando cheguei à cidade de Porto Velho logo me veio o medo, que foi aumentando cada vez mais, eu era uma pessoa estranha num lugar mais estranho ainda, lembro de ter pensado em entrar  ônibus e voltar, me considerava um louco, não tinha um conhecido na cidade e não sabia o que seria de mim, tinha apenas um contato de um padre missionário que logo me reconheceu graças a cruz que carrego no peito. Ele foi muito simpático e me mostrou um pouco da realidade do local, fiquei abismado com tantas necessidades que existiam ali, porém maravilhado com a forca de vontade de todos os cristãos que ali viviam e lutavam por uma realidade mais digna para aquele povo. Meus momentos na cidade foram curtos, pois logo nos pusemos a caminho dos mais carentes, viajamos cerca de dezesseis horas em barcos que tinham capacidade para levar setenta pessoas, mais que iam com duzentas, todas amontoadas em redes, alem de nós o barco levava, gasolina, animais, tijolo, alimentos, etc. as pessoas fumavam sem o menor medo de explodirem os barcos, havia muitas jovens se prostituindo e famílias que vinham a nós pedindo bênçãos. Logo quando cheguei ao distrito Calama (uma ilha no meio do rio Madeira) não conseguia dormir, pois o calor era muito forte, trocava de roupas cinco vezes ao dia, e tomava inúmeros banhos, quem dera aqueles fossem os reais problemas, duro foi quando saímos as outras comunidades, onde pude ver como fazem falta trabalhadores empenhados na evangelização, em levar a Palavra a aqueles que realmente precisam, havia lugares onde não tinham missa a dez anos, perguntei como eles faziam para manter sua fé viva, e uma senhora me respondeu “rezando o terço meu filho”, aquilo me encheu de coragem e desde então vivo minha vida dedicada a missão que o Pai me enviou, e não pensem que não levei em conta as semanas que passei de cama com febre de 40 graus, as inúmeras diarréias, entre outras tantas coisas que vivenciei por lá, mais uma coisa eu guardei e nunca esquecerei: Se quero servir a Cristo, devo servir ao meu irmão sem limites. Ser missionário é muito mais que fazer uma simples visita, é doar sua vida inteiramente, é vivenciar cada dor, alegria, solidão e esperança que este povo traz, é ser “um com eles”, assim como nosso Senhor Jesus Cristo foi um conosco, ao ponto de derramar todo o seu sangue por nós, para nos salvar.

Evangelizar é a graça e a vocação própria da Igreja, a sua identidade mais profunda
(Paulo VI).

 E como membros desta Igreja é nosso papel sermos protagonistas neste chamado que se não cessa até os dias de hoje. Lembrando o que disse Jesus “Ide por todo o mundo e pregai o Evangelho a toda a criatura... Eis que estou convosco todos os dias até o fim do mundo” ( cf. Mt 16,15; cf. Mt 28,20). 
Que neste mês missionário o desejo de se doar a Vinha do Senhor brote em nossos corações com mais força e que a Virgem Maria nos ajude a suportamos todos as dores necessárias para bem servirmos a Cristo nesta caminhada rumo ao Céu.

Deus os abençoe, e que a Virgem do Rocio interceda por todos nós.
Amém.

Seminarista Wigno Paulo dos Santos

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Gesto Missionário


Missionários envolvidos nas visitas

Neste dia mundial das missões, 23 de outubro de 2011, convidamos algumas pessoas da paróquia para sairmos em visitas às casas em torno de uma de nossas comunidades, fomos visitar os moradores do bairro Barigui em torno da comunidade Nossa Senhora de Fátima.

Iniciamos com uma oração, depois a leitura do evangelho do envio dos setenta e dois discípulos e por fim o envio dos nossos missionários, contamos com aproximadamente quarenta pessoas que se dividiram em duplas para podermos visitar o maior número de famílias possível.

Com cada dupla em uma rua do bairro começamos as visitas as 09:30 da manhã, percebi que foi uma experiência única, não só para mim, como também para os demais missionários que aceitaram este desafio de visitar todas estas famílias. Estar com estas pessoas nos mostrar que Cristo está onde menos esperamos, está com os mais necessitados, pude perceber que em muitas casas as pessoas gostavam de receber a visita e às vezes estranhavam, nós os católicos fazendo visitas, uns não nos recebiam, mas mesmo assim nós abençoávamos a família.

Terminamos a parte da manhã com um almoço com todos os que foram em missão, oferecido pela comunidade que foi visitada, todos em uma mesa só, cansados pela manhã de visitas, porém realizados pelo sucesso das visitas, e a tarde festejamos com a celebração de uma missa para agradecer a Deus pelas visitas realizadas e pedir que as famílias participem das celebrações.

Foi uma ótima experiência missionária, espero que logo possamos repeti-la em outra comunidade e que você se anime para fazer em sua comunidade também, abaixo temos alguns testemunhos de pessoas que fizeram as visitas.  

Maria Aparecida de Oliveira
Nossa Senhora de Fátima







“Fomos bem acolhidos, mesmo pelos que não nos conhecem, é importante poder fazer mais visitas assim, mesmo que alguns estranharam católicos fazendo visitas.” Maria Aparecida de Oliveira, catequista, Nossa Senhora de Fátima.



Vilma do Rocio Barbosa
Nossa Sra dos Milagres








“Uma visita abençoada, visitamos católicos que não participam nas missas que nos receberam muito bem, foi uma manhã maravilhosa. Valeu!” Vilma do Rocio Barbosa, Nossa Senhora dos Milagres.


Francisco Alexandre da Silva
Nossa Sra de Fátima





“O tempo para visita foi pouco e o horário escolhido complicado, porque as pessoas visitadas estavam fazendo almoço ou se preparando para sair, mesmo assim foi muito importante por ter pessoas que precisam da visita, pois estão afastadas da Igreja.” Francisco Alexandre da Silva, Nossa Senhora de Fátima.


 

Deivith H. Zanioli
Seminarista



“Encontrar pessoas simples e saber que Cristo está ali, essa foi uma das coisas que mais me marcou nestas visitas, principalmente na casa da dona Margarida (foto), que mesmo morando em uma casa simples é feliz, tinha uma porção de galinhas, acho que umas cinco e um pato, ela nos disse que estava sozinha que o marido e o filho tinham saído e que ela ficou pra cuidar da criação. Peço a Deus que abençoe todas as famílias visitadas e as que não conseguimos visitar e derrame suas benções sobre nós que fizemos as visitas.” Deivith Harly Zanioli Gonçalves, Seminarista.


Margarida e Nadir


segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Jovens se vocês forem o que devem ser, colocarão fogo no mundo.



O mundo precisa ser incendiado pela força do jovem; o mundo precisa ser incendiado pela inteligência do jovem; o mundo precisa ser incendiado pelo sonho do jovem; o mundo precisa ser incendiado pela coragem do jovem; o mundo precisa ser incendiado pela alegria do jovem; o mundo precisa ser incendiado pela sabedoria do jovem; o mundo precisa, sobretudo, ser incendiado pela fé do jovem. A juventude pode sim causar uma grande explosão neste mundo fragilizado.

Haja vista, que nossas igrejas estão cada vez mais sedentas por fiéis, e muita mais sedenta estão pela ausência de jovens que já não participam nas missas, nos grupos de jovens, nos ministérios e pastorais. Pois se formos fazer uma pesquisa de campo, verificaremos que o número de jovens que vivem fora da igreja é superior a 95% se compararmos ao número que participa. É uma matemática que nos entristece, mas não nos enfraquece. O Mundo, para a essa maioria exacerbada de jovens é aparentemente mais acessível, mais lindo, mais atraente.

O que estamos fazendo, além de cobrar e esperar que os jovens um dia tomem a iniciativa de incendiar o mundo com toda a sua força? O que estamos fazendo para mostrar aos jovens que será muito importante que eles coloquem fogo no mundo? Pouco. Sim achamos simplesmente, que os jovens são individualistas, egoístas, rebeldes, esquisitos, violentos, medrosos, tímidos. Por isso, o culpamos por tão mesquinha participação nas comunidades e paróquias.

É hora de ajudá-los! É hora de socorrê-los! A igreja precisa ser mais incisiva; a igreja precisa começar a evangelizar mais os pais, para que os pais evangelizem seus filhos, para que crescem na fé; para que sejam educados visando os bons costumes; para que sejam protagonistas de sua própria história, sem deixar que o mundo com suas idéias prontas e mentirosas o tornem vítimas do ceticismo, da miséria e da violência.

Irmãos, somente o evangelho é a grande vacina contra todos os males que o pecado causa à juventude. Por isso, padres, catequistas, missionários e missionárias, chegou a hora de imunizarmos os jovens. Sejamos otimistas, para que o mundo, tão apagado, seja incendiado pela graça de Deus, seja incendiado pela força da juventude. É preciso nos mostrar apaixonados pelo evangelho, e mostrar-lhes que se sabemos incendiar seus corações de vida e esperança, fora porque fomos imunizados pelo evangelho. Revelemo-nos apaixonados pelo evangelho, e veremos mais jovens pondo fogo nos corações de outros jovens sedentos pelo Espírito santo de Deus, sedentos por vida e dignidade.

Por: Seminarista Sebastião Gustavo Siqueira de Andrade

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Dia de São Daniel Comboni



Para contribuir para a evangelização da África e para a sensibilização missionária da Igreja, o Espírito Santo suscitou Daniel Comboni. Inspirado por Deus, ele viveu um estilo de vida e de ação transmitido aos seus discípulos a fim de ser por eles vivido, conservado, aprofundado e constantemente desenvolvido em sintonia com o Corpo de Cristo em perene crescimento.

Daniel Comboni, nasceu em 15 de março de 1831 em Limone Sul Garda- Itália, o pai, Luis ganhava a vida como jardineiro em casa de um magistrado, enquanto a mãe , Domenica Pace, se ocupava com os afazeres de casa. O casal teve oito filhos mas só Daniel sobreviveu, seu nome é Antonio Daniel, embora preferisse ser chamada somente de Daniel. Era um rapaz muito vivo, bastante extrovertido. Sempre que podia, gostava de subir e descer, com os seus primos, os montes que o rodeavam. Sua vocação surgiu aos quinze anos quando leu a história dos mártires de Japão, narrada por S. Afonso de Ligório, ao ler comoveu-se e sentiu o desejo de partir para lá como missionário e derramar naquela terra o seu sangue pelo evangelho.

Na vida de Daniel Comboni impressiona a determinação com que se consagrou à causa da Nigrícia e a constância com que, não obstante todas as dificuldades, permaneceu fiel a este ideal até à morte. O segredo de tamanha força apostólica esta na certeza de sua vocação missionária. Deus chamou a ser apostolo da Nigrícia e por isso nenhuma força humana podia deter ou desviar os seus passos do sentido único e supremo que à luz da fé assumia a sai vida. Desde a formação inicial na sua família e no instituto Mazza até a doação total da sua vida pela Nigrícia, Comboni faz a experiência do amor de Deus Pai, ao ponto de estar disposto a dar a própria vida como Cristo, Bom Pastor, trespassado sobre a cruz.

Daniel Comboni poderia ter vivido e trabalhado pelo Reino de Deus na África negra alguns anos mais. Poderia ter estabelecido uma Igreja local, fortemente enraizada na África Central e, dadas as suas orientações, estabelecer um diálogo com as diferentes forças que, da costa, começavam a penetrar no coração da África. Estes são os sonhos humanos. Mas já se sabe que os caminhos de Deus não são os nossos caminhos.

No dia 4 de outubro de 1881 caiu de cama, minado por febres altíssimas. O seu corpo não podia resistir e a sua alma estava preparada para se encontrar com o seu Senhor.
Descansar, descansar para sempre. Descansar de tantas idas e vindas pelo deserto e pelo Mediterrâneo, descansar daquela paixão pela África que o queimava por dentro, ou melhor, deixar que o Espírito a transforme em pura chama de intercessão na glória de Deus.

No dia 10 de outubro de 1881, às dez da noite, Comboni entregou a sua alma a Deus. Tinha só cinqüenta anos. Estava numa idade em que podia ainda fazer muito. Mas, obviamente, Deus decidiu que já tinha feito bastante. No fim da vossa vida sereis examinados sobre o amor, disse alguém que entendia de amor... E Daniel Comboni tinha amado muito. Deus decidiu levá-lo consigo.


Que São Daniel Comboni interceda por nós junto a Deus. Amém.

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Com a Igreja, em outubro, rezamos assim


'Para que a celebração do Dia Mundial das Missões aumente no Povo de Deus a paixão pela evangelização e sustente a atividade missionária através da oração e ajuda econômica às Igrejas mais pobres'



A cada ano, em outubro, a Igreja se empenha em renovar o espirito missionário e celebra o Dia Mundial das Missões.É um dia destinado a reviver em todos os fiéis, até mesmo nos pastores, a consciência que a Igreja é missionária por sua essência, Poe rua natureza, por vontade de Cristo. A evangelização não é uma tarefa imposta de fora, mas surge do próprio ser da Igreja. Não é possível ser autenticamente cristão e não ser missionários, não tendo zelo apostólico, o desejo de proclamar o amor de Jesus Cristo aos homens.Podemos afirmar inequivocamente que o zelo missionário de uma comunidade ou uma Igreja local, deve ser um sinal de sua vitalidade espiritual. Ao mesmo tempo, a evangelização é a melhor maneira de fortalecer a fé. Como indicado pelo Beato João Paulo II, a fé se fortalece, dando-a (cf. RM, 2).O tema do Dia Mundial das Missões deste ano, domingo, 23 de outubro, 2011, é: 'Como o Pai me enviou, também eu vos envio' (Jo 20, 21). A dimensão missionária da Igreja é a extensão de um envio de Cristo por parte do Pai. A Igreja, como seu corpo místico, prolonga a encarnação de Cristo, sua presença física entre os homens. Todo cristão se torna, através de Batismo, a boca de Cristo a anunciar o seu reino entre os homens.O Papa nos lembra que na liturgia da Igreja, especialmente na Missa, se atualiza o envio dos batizados para a evangelização do mundo. Como os discípulos de Emaús, todos os fiéis que tiveram um verdadeiro encontro com Cristo, se sentem impelidos de anunciá-lo imediatamente a todos os homens.A proximidade do Senhor, que permaneceu para compartilhar com eles o pão, faz com que os dois discípulos que caminhavam sem desiludidos se tornem apóstolos que sentem a necessidade urgente de anunciar a todos que Jesus Cristo está vivo. A autêntica participação na liturgia dá sempre frutos num espírito missionário.Bento XVI afirma em sua mensagem para o Dia Mundial das Missões 2011, que 'os destinatários do Evangelho são todas os povos' e reiterou que a missão confiada por Cristo à sua Igreja ainda está muito longe de ser concluída. 'Nós não podemos permanecer tranqüilos pensando que, após dois mil anos, ainda existem povos que não conhecem Cristo e ainda não ouviram sua mensagem de salvação. Não só; mas se expandem as fileiras daqueles que, apesar de terem recebido o anúncio o Evangelho, o esqueceram e abandonaram, não se reconhecem na Igreja; e muitos ambientes, mesmo em sociedades tradicionalmente cristãs, são hoje resistentes a abrirem-se a palavra da fé.Está em andamento uma mudança cultural, também alimentada pela globalização, movimentos de pensamento do imperante relativismo, uma mudança que leva uma mentalidade e estilo de vida que não fazem conta da mensagem do Evangelho, como se Deus não existisse, e que exaltam a busca do bem-estar, do dinheiro fácil, da carreira e do suces so como propósito de vida, mesmo à custa de valores morais'(Mensagem para o Dia Mundial das Missões 2011).Esta situação exige uma renovada paixão pela evangelização em todos os fiéis. Todo batizado deve sentir esta missão como sua, e apoiar com a oração e ajuda financeira, o serviço de nossos missionários para dar a conhecer aos homens o amor salvífico de Deus, especialmente nas Igrejas mais pobres e carentes de recursos financeiros.A intercessão de Maria, Estrela da Evangelização, leve a bom termo o desejo do Santo Padre: 'O Dia Mundial das Missões reacenda em cada um o desejo e a alegria de 'ir' ao encontro da humanidade, levando a todos Cristo'.  

terça-feira, 27 de setembro de 2011

Jornal Oasis



Vídeo preparado para encontro com jovens do grupo de jovens Oasis Curitiba-PR.

segunda-feira, 26 de setembro de 2011




   Neste sábado tivemos um encontro no grupo de jovens onde discutimos notícias atuais comparadas com passagens bíblicas, dividimos o grupo em cinco grupos menores cada um ficou com uma noticia para poder ler, discutir e ver o relacionamento com o texto bíblico, foi feito para cada grupo quatro perguntas: Isso é bom ou ruim? Temos algo a ver com isso? O que podemos fazer para melhorar? Qual a ligação da notícia com o texto bíblico?

   Um grupo ficou com a notícia: “Fome na África” e a passagem bíblica de Lucas 9, 12 -17, disseram que é ruim e que temos a ver com isso, pois poderíamos partilhar o que possuímos para que ninguém passe por necessidades, no texto bíblico Jesus diz para nós mesmos dar-lhes de comer, perceberam que esse é o caminho para acabar com a necessidade, nós mesmos darmos de comer a quem tem fome, partilhando aquilo que temos.

   Outro grupo falou sobre as drogas com a passagem bíblica de Provérbios 20,1. 23, 19-21, afirmaram que é ruim, porque quem começa a usar drogas perde muita coisa boa de sua vida, disseram que temos a ver com isso e devemos convidar essas pessoas para participarem dos encontros do grupo e para virem à missa, no texto diz para não se embriagar com vinho, quem faz isso não é sábio, visto que na época em que foi escrita tal passagem não existiam as mesmas drogas que hoje, percebemos que o vinho era a pior droga da época, então quem se droga não é sábio.

   Mais uma noticia discutida foi sobre a Igreja e Juventude que o número de jovens na igreja tem diminuído, com a leitura bíblica de Eclesiastes 12, 1; defenderam que a participação na igreja pelos jovens tem sido deixada para segunda opção, “se não tenho nada pra fazer vou pra igreja”, que temos tudo a ver, pois devemos convidá-los a participar dos encontros de jovens e das celebrações, o texto falava para louvar a Deus em sua juventude.

   Também foi discutido sobre a corrupção na saúde publica e texto bíblico de Lucas 16, 10-13, defenderam ser ruim, pois o dinheiro desviado poderia salvar várias vidas, que temos algo a ver com isso pois somos nós quem elegemos as pessoas para nos representar, e para melhorar podemos pensar melhor antes de votar, o texto bíblico fala que não podemos servir a Deus e ao dinheiro pois iremos amar um e odiar outro, e essas pessoas que roubam estão amando mais o dinheiro e não a Deus.

   A ultima notícia dizia sobre a briga entre torcidas de futebol com o texto bíblico de Mateus 22, 34-40, também disseram ser ruim as brigas, pois são sem nenhum motivo, podemos colaborar tentando conscientizar os torcedores que isso é para diversão e não para agressão, no texto bíblico diz-se que devemos amar o outro como nós mesmos, que para terminar com essas rivalidades sem sentido devemos amar os outros como nós mesmos.

   Encerramos o encontro com uma canção e a oração do Pai Nosso em um abraço coletivo.


segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Sacramento da Comunhão



Linda canção sobre o sacramento da comunhão.

Felizes vós, os pobres



Há pessoas ricas materialmente, que nunca conheceram as dificuldades da vida, ou que conquistaram riquezas à custa do prejuízo alheio. Nunca tentaram ajudar os outros. Vivem para si e para o que às satisfaz. Essas são aqueles ricos de que Jesus falou que "é mais fácil um camelo entrar no fundo de uma agulha do que um rico entrar no Reino do Céu".


Há também aqueles que são pobres materialmente e que, ao invés de tentar conquistar um lugar ao sol, com esforço e brandura, se revoltam, agridem as pessoas, cometem violência. Esses não são os pobres de que fala a Bíblia.

Há ainda aqueles que têm posses porque trabalharam e se esforçaram para conquistar uma vida confortável para a sua família. São pessoas preocupadas com os menos favorecidos, são pessoas que procuram ajudar os irmãos, são generosos e não se apegam às coisas materiais. O ter, para elas, é o bastante para que possam ter uma vida digna e possam também amparar os mais necessitados.

E há aqueles simplesinhos, que se contentam com pouco e que têm uma generosidade do tamanho do universo. Já convivemos com gente simples e de poucos recursos, que sabem repartir o que têm, que sabem ser disponíveis para servir e que glorificam a Deus com a sua vida humilde e santa.

Esses dois últimos tipos de pessoas é que são os pobres citados por Jesus.

No Sermão da Montanha, Jesus diz, segundo Lc 6,20: "Felizes de vocês, os pobres, porque o Reino de Deus lhes pertence." Em outra passagem, em Mt. 11,25, a sua palavra é: "Eu te louvo, Pai, Senhor do céu e da terra, porque escondeste essas coisas aos sábios e inteligentes e as revelaste aos pequeninos".

Em sua palavra e ação, Jesus revela a vontade do Pai, que é instaurar o Reino. Contudo, os sábios e inteligentes não são capazes de perceber a presença do Reino e sua justiça através de Jesus.

Com efeito, constantemente, vemos em seminários, pessoas inteligentes criticando a fé católica. São pessoas cultas e que nos causam espanto por não compreenderem e até criticarem verdades em que cremos.

Ao contrário, os desfavorecidos, pobres, humildes, simples conseguem penetrar o sentido dessa atividade de Jesus e continuá-la. Jesus veio tirar a carga pesada que os que se diziam sábios e inteligentes haviam criado para o povo. Em troca, Ele traz novo modo de viver na justiça e na misericórdia: doravante, os pobres serão evangelizados e partirão para evangelizar. São eles os pobres de Deus aqueles que não ambicionam os bens terrenos para acumular riqueza material, mas que se servem da vida e dos dons que Deus lhes deu para construir um mundo melhor para eles e para os irmãos.

São eles os pobres de Deus que ouvem sempre o eco da voz de Cristo a dizer-lhes: "Procurem o Reino de Deus e a sua justiça e o resto lhes será dado por acréscimo".

Esse "resto" de que fala Jesus é a felicidade eterna, porque, na verdade, o Reino de Deus, que eles vão procurar e encontrar, se confunde com a felicidade.



Por: DOM EURICO DOS SANTOS VELOSO
ARCEBISPO EMÉRITO DE JUIZ DE FORA, MG.
Disponível em: http://www.catequisar.com.br/texto/colunas/eurico/214.htm

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Dedicação ao Reino


      Cristo cuida de nossas coisas e nós devemos cuidar das coisas Dele, doar nossa vida no serviço ao próximo, estar disponível a ajudar. Quando deixamos nossas vidas, nossos interesses de lado para servir o próximo é ai que Cristo nos acolhe e toma conta das coisas as quais não conseguimos dar atenção.
              Para esse seguimento a Cristo Ressuscitado devemos deixar nossa vida de lado, pegar nossa cruz e segui-lo, deixar a vida de lado é não nos preocuparmos com coisas pequenas, materiais, riquezas, supérfluos e sim com o que verdadeiramente importa; tomar a nossa cruz, nos aceitar como somos e conscientes que seguindo este caminho nada será fácil, muitos irão criticar, jogar pedras, mas não devemos desistir de nos entregar a esse amor ao Ressuscitado; e segui-lo diz respeito a dar os mesmos passos que Jesus deu ir atrás da ovelha perdida e trazê-la de volta, isso é o papel do cristão.
                Deixar a nossa vida e tudo o que o mundo nos oferece às vezes é muito difícil. Ter um celular super tecnológico, um carro novo - do ano -, as roupas das melhores marcas, parece que tudo nos completa e sempre queremos mais, gastando o que não temos, para comprar o que não precisamos e impressionar quem não conhecemos. Quando nos damos conta que tudo isso não nos preenche de verdade, vemos quanto tempo perdemos atrás dessas coisas, mas devemos também perceber que há muito tempo pela frente para realizarmos o seguimento a causa do reino.
            Tomar a nossa cruz deve ser a parte mais difícil do seguimento, saber que iremos encontrar pessoas que não querem ajudar, que são as primeiras a criticar, a dizer que não vai dar certo, etc..., certamente um dia nos encontraremos com algumas pessoas assim, devemos rezar por elas e nos perguntar: será que algum dia eu também não fui uma dessas pessoas para alguém?”
              Bem, Jesus nunca disse que seria fácil segui-lo, mas tenho fé que depois dessas dificuldades todas, uma grande recompensa nos será dada.

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Ser catequista


O catequista tem uma importante missão de levar pessoas a conhecer Jesus que é “caminho” que nos conduz a Deus, “verdade” que ilumina a existência e a “vida” em plenitude.

Para o catequista poder desempenhar esta função, que na maioria das vezes não é fácil, ele precisa conhecer este Jesus “caminho, verdade e vida”, para ai poder anunciar com animo e convicto daquilo que apresenta, para não ser uma catequese superficial onde só se ensina e não vive os ensinamentos, como os primeiros discípulos que passando um tempo com Ele, gostaram da experiência, ficaram entusiasmados e foram anunciar o que viram e viveram, nesse anuncio alguns não acreditavam então eram convidados a “vem e ver” (Jo 1,46).

Nós catequistas devemos anunciar Aquele que conhecemos, por isso é preciso sermos evangelizados para depois evangelizar os catequizandos. Eu já sou evangelizado? Por que sou católico? Por tradição ou por opção?

De um catequista também se espera que busque formação, este período esta descrito nas etapas do catecumenato formação permanente, alguns encontros de formação parecem ser chatos, cansativos e às vezes o são, mas quando participamos de um encontro desse, ao final devemos avaliar, se esta faltando dinâmica, cantos, isso ou aquilo, devemos nos comunicar com a equipe que prepara o encontro para que os próximos sejam melhores.

Não devemos deixar de participar desses encontros de formação, fazer um esforço de entender o que esta sendo repassado e ajudar com o que já sabemos. Se em sua paróquia não são realizados encontros de formação para catequistas, entre em contato com a equipe de coordenação para que preparem alguns encontros de formação por ano, formação é um direito do catequista.

Por fim ser catequista não é para qualquer um, Jesus vê e conhece cada um, como o Pai celeste, que vê o coração e conhece cada um pelo nome, fica a espera de encontrar cada pessoa e presenteia cada um com um dom, ser catequista é uma vocação, um chamado de Deus a prestar um serviço, e mesmo que ao longo do caminho apareçam dificuldades, Cristo estará conosco tornando as dificuldades mais fáceis de serem superadas, por isso não tenha medo de ser catequista.

sábado, 27 de agosto de 2011

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Retiro de jovens


Estar com os jovens é uma grande alegria neles encontramos disposição, alto astral, entusiasmo, felicidade, quando estão unidos para um propósito alcançam o que almejam.

Neste fim de semana saímos em retiro com 21 jovens, pensem um grupo pequeno mais animado e comprometido. Iniciamos na sexta dia 19/08 com a saída em frente à igreja, fomos bem recepcionados na casa onde se realizou o retiro, nesta noite rezamos, conversamos e depois de muita reclamação por causa do horário fomos dormir as 23:30h.

Segundo dia 20/08, uma grande expectativa o que iria acontecer durante todo o dia? Tomamos um maravilhoso café, seguido por uma palestra com Leonel, uma pequena pausa para o lanche e esticar os joelhos, tivemos outra palestra com a Gilmara, encerramos a primeira parte do dia com o almoço, sem saber da surpresa que teríamos a tarde, logo as 13:30h iniciou-se a atividade da tarde, a caça ao tesouro, com três equipes correndo para todo lado naquele pátio enorme, ao fim dessa atividade outro lanchinho e uma palestra com a Ir. Márcia sobre vocação, terminada a palestra fomos ao banho depois de tanta corrida, nos dividimos novamente em três grupos para fazer a avaliação do que já tinha acontecido, para depois ir jantar, uma coisa bem legal aconteceu nesta noite, nos reunimos no salão e ficamos tocando e ouvindo músicas até dar a hora de dormir, que nesta noite foi as 23:00h novamente depois de muita reclamação.

Terceiro dia 21/08 e ultimo já se perguntando será que vai terminar? Nesta manhã aconteceu como na anterior, foi todo mundo acordado com alguém cantando, tocando violão, batendo na porta e tirando fotos das nossas caras que acabamos de acordar, todos tomamos café para participar da palestra com Pe. Carlos, que terminamos com a missa, um farto almoço. A tarde um futebol onde até as irmãs jogaram com os jovens e uma palestra sobre compromisso com Laércio e Márcia, encerrando o dia e o retiro cantando os parabéns para os aniversariantes e a apresentação de um vídeo com as fotos tiradas ao longo do retiro, chegando à comunidade todos os pais estavam nos esperando, mais uma vez mostramos os vídeos.

Foi uma ótima experiência para os jovens que estavam com o coração aberto, dispostos a receber tudo o que foi oferecido a eles, espero que o próximo retiro seja tão bom ou melhor que este.

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Férias Missionária

Neste mês de julho, normalmente iríamos de férias para casa, porém neste ano decidiu-se que deveríamos realizar uma experiência missionária, uma ótima ideia para nosso crescimento humano, fomos designados a prestar um serviço voluntário no Pequeno Cotolengo de Curitiba-PR, ai são acolhidas pessoas com deficiência mental, onde são acompanhadas, tratadas e recebem muito carinho, esta obra é dirigida pelos Orionitas.

Antes de iniciar a experiência estava com muito medo, do que iria encontrar e o que iria fazer, mas logo nos primeiros dias esse medo se dissipou dando lugar a uma verdadeira admiração, me lembrava das palavras de Jesus: “o médico é para os doentes não para os sãos”, vi que neste lugar as pessoas necessitam de médicos, mas também de carinho e compreensão.

O trabalho que foi desenvolvido junto ao Pequeno Cotolengo foi simples e acredito que grandioso, estávamos ajudando na separação das doações, todos os dias chegam de dois a quatro caminhões de doação de roupas, também recebem doações de moveis que iam para outro setor, essas roupas eram separadas, umas para os moradores, outras para o bazar e umas que não serviam para estes fins eram encaminhadas a outro lugar que não conheci e não me preocupei de perguntar aonde iriam.

Aos poucos fui conhecendo as pessoas que trabalham ali e descobrindo que para aceitar um desafio como este não dependia apenas do salário ao fim do mês e sim do amor ao próximo, e este próximo tão necessitado. Em certa ocasião na hora do almoço, ao longe escutávamos uns gritos, de um dos moradores, acho que seu nome é Paulinho, uma mulher que trabalha também com a separação das doações, deixou seu almoço e foi lá para vê-lo, ela o chama de “meu bebe”, e em pouco tempo os gritos haviam cessado, ela voltou à mesa e disse: “ele só queria sentar-se em sua cadeira, perguntei a ele qual era a cadeira dele.”, isso me deixou certo que o amor reside nesses trabalhadores que doam uma parte de suas vidas para ajudá-los

Sei que o que fiz pode ter sido pouco, mas sei também que foi de coração e aprendi muito com quem trabalha lá, aprendi que devemos amar ao próximo não se importando com suas limitações, o Ressuscitado nos ama como somos, nós também devemos amar o irmão como ele é.



segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Os vários chamados de Deus

Jeremias 1,5

“Antes de formar-te no seio de sua mãe, eu já te conhecia, antes de saíres do ventre, eu te consagrei e te fiz profeta para as nações.”

Jonas 1,2

“Levanta-te! Vai a Nínive, aquela grande cidade, e denuncia suas injustiças, que chegaram a minha presença.”

Genesis 12,1

“O Senhor disse a Abrão:’Sai da sua terra, do meio dos teus parentes, da casa do teu pai, e vai para a terra que eu vou te mostrar.’”

Ao longo da história várias pessoas foram chamadas a realizarem a missão de ajudar ao próximo, como exemplos temos Jeremias, Jonas, Abrão entre outros, cada um com um chamado especifico e único.

Jeremias conhecido no ventre da mãe, Jonas que foi chamado, mas tentou fugir, sem sucesso Deus o escolheu, e quando isso acontece não adianta fugir nem se esconder, Ele vê tudo, foi atrás de Jonas que estava em um barco e mandou uma tempestade, para que Jonas aceitasse sua vocação de anunciador da palavra de Deus, a missão que Ele tem para nós nem sempre é perto dos nossos familiares, assim foi o chamado de Abrão “deixa os teus parentes”, mas é sempre gratificante aceitar esse chamado.

Hoje Deus também nos chama, talvez não tão descaradamente como outrora, mas sutilmente, no dia-a-dia, em nossos trabalhos realizados vai ardendo o nosso coração, confirmando que deveríamos segui-lo de forma mais radical, deixando familiares para poder evangelizar outros povos que não tem quem os ajude neste anuncio da boa nova, do Cristo ressuscitado.

Chega um dia em que tudo o que fazemos parece perder o sentido, não tem mais graça, falta algo, essa é a forma da tempestade, que antes enviada a Jonas, agora Ele nos envia para que nós não fujamos ao Seu chamado, então se esta tempestade já te alcançou não tenha medo de seguir o caminho que Deus te mostra.

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

FOME E SECA: ASSIM A ÁFRICA MORRE


A fome tem uma força tremenda, sacode, destrói, deforma, aniquila homens, regiões, povos. É metódica, trabalha com paciência, não tem pressa. Presenteia, entre todos a morte mais humilde e tranquila.Nos olhos desses moribundos, não se lê sinais de vida ou de expressão. Molécula após molécula, a fome espreme as gorduras e seca as albuminas das células humanas. Torna os ossos tão frágeis que se quebram ao toque, faz encurvar as pernas das crianças, dilui o sangue que flui sem força e sem peso, faz girar a cabeça, disseca os músculos, corrói por fim o tecido nervoso.Esse é o primeiro passo: depois, a fome esvazia a alma, afugenta a alegria e a esperança, tira a força de pensar e provoca resignação, egoísmo, crueldade, indiferença.Em Ogaden, na Etiópia, mães, cegas pela fome, jogaram seus filhos nos poços secos, deixaram-nos na beira da estrada, apoiados em um arbusto. Sem se voltarem para trás, recomeçaram a caminhar, passo a passo. Alimento, comida, comer alguma coisa, qualquer coisa: grama seca, dejetos, arbustos, raízes, animais mortos. Por causa da fome, o homem perde o que o torna humano.O lugar do que falamos chama-se Daab. Localiza-se no Quênia do Norte, a 80 quilômetros da fronteira com a Somália. Por que falamos disso? Dez, doze milhões de pessoas vítimas da carestia que correm o risco de morrer de fome no Chifre da África? Os números são coisas abstratas, não nos dizem nada. Os rostos sim. Os que encontramos em Daab, o maior campo de refugiados no mundo: 400 mil pessoas, 54 mil apenas em junho, três vezes mais do que em maio.Depois, na semana passada, o ritmo acelerou ainda mais, 20 mil. Agora, todos os dias chegam quase 2 mil. E depois há os outros, aqueles que permaneceram na selva marcando a estrada, sobretudo crianças menores de cinco anos, esqueletos castigados pelos ventos áridos e secos do deserto, para guardar outros esqueletos, os rebanhos mortos diante de poços já secos que ardem na onda de calor feroz.

Certamente, a natureza tem a sua culpa: a seca chegou e devorou tudo, o verde, as culturas, os rios, as acácias que definham na savana cobertas de poeira. No entanto, é preciso gritar tudo isso, para que não haja confusão, para que, divididos pela responsabilidade, nem todos nos confraternizemos, no fim, na mentira.
A Grande Fome (novamente, como há 20 anos, nos mesmos lugares: isso não lhes diz nada?) não depende da meteorologia, mas sim de um círculo fechado desumano. Na Somália, no Ogaden da Etiópia, no norte do Quênia, as pessoas convivem com a seca desde sempre, se deslocam, se esforçam, desfrutam todo riacho, toda poça, resistem. O que os mata, o que os transforma em fugitivos que dependem de caridade são a guerra e a política.

Tudo está abalado e invertido, não há Estado, nem mesmo aquele miserável e degradado da África desesperada. Um povo inerme é refém da loucura política. O Ocidente, prepotente e falador, observou tudo isso com uma curiosidade intensa que desperta coisas assustadoras. Depois, zangado, alimentou a guerra para se livrar dos islâmicos, sem sujar suas mãos.
Por fim, se esqueceu deste pedaço de humanidade muito complicado e periférico. Agora, os shabab anunciaram que permitirão que organizações de ajuda entrem nos territórios por eles controlados para prestar ajuda. Antes que seja tarde demais. Outra vez.