segunda-feira, 28 de maio de 2012

Pentecostes




Esta palavra está ligada ao número cinquenta. São cinquenta dias transcorridos após o domingo da Ressurreição, domingo da Páscoa, quando Cristo, após morrer na cruz e ser sepultado, apareceu vivo para os seus discípulos. Foi um acontecimento inédito e misterioso para todos eles.

Pentecostes é um fato antigo e novo ao mesmo tempo. Ele é marcado por realidades que envolvem situações de mistério. A vinda do Espírito Santo transforma a vida das pessoas e atinge a maneira de ser das comunidades cristãs. Desperta atitudes de compromisso e testemunho na convivência social.

É festa da unidade porque faz superar divisões de raça e línguas no meio da diversidade dos dons. Faz as pessoas se colocarem a serviço umas das outras e edificar a comunidade. Com isto elas superam e ultrapassam seus limites simplesmente humanos.

Nem sempre nos damos conta dos carismas que nos acompanham. Se bem utilizados, muitos bens podem acontecer no meio das pessoas. São iniciativas naturais desenvolvidas por cada indivíduo, enriquecendo e fortificando o bem comum.

A presença do Espírito Santo é como um laço forte que nos une e transforma o mundo em ambiente de convivência e de realizações que elevam a vida e o coração das pessoas na comunidade cristã. Cria ânimo e dinamismo social.

Pentecostes é festa do perdão, da mútua solidariedade e de força decisiva na construção da comunidade Igreja. Desperta o calor da fé e da comunhão eclesial. Desinstala todos aqueles que vivem acomodados e abafando todas as suas qualidades e dons naturais.

Na cultura midiática, na era digital, a Igreja precisa ter a linguagem da justiça e do amor. Como diz Bento XVI, a linguagem da verdade. Ter em conta também a diversidade de possibilidades encontrada hoje nas diversas culturas e povos.

O que vemos, nos novos tempos, encanta a todos nós. As possibilidades para a defesa da vida e de uma sociedade mais saudável estão muito patentes nos instrumentos de comunicação e nos organismos em geral. É necessário é que sejam bem usados na conquista do bem.

Por: DOM PAULO MENDES PEIXOTO
fonte: http://www.catequisar.com.br/texto/colunas/paulo_mendes/96.htm

segunda-feira, 21 de maio de 2012

Mulher sublime



Nós varões todos –  penso estar falando pela maioria – temos dentro de nós o perfil da mulher perfeita. 

É a mulher dos sonhos, que encaixa no quadro de uma vida cheia de ideais e de grandes realizações. Tem características de um arquétipo motivador. 

Mesmo quando elas criticam os homens, elas são benéficas. Pois nos põem para frente. Sua presença  benfazeja não acontece somente no âmbito familiar, mas também na pastoral, na literatura, na busca da santidade de vida, e na educação. Entretanto, tal sonho, umas tantas vezes se esboroa diante da dura realidade concreta do cotidiano, que não se afina ao esperado.

A mãe de Jesus, no entanto, foi a mulher que correspondeu em plenitude à expectativa da raça humana. Maria é a “bendita entre todas as mulheres” (Lc 1, 42), mãe que mostrou coragem, por “ficar de pé junto à cruz” (Lc 21, 36) e ser bendita “porque acreditou” (Lc 1, 45). Quero mostrar duas razões que comprovam a sublimidade dessa filha de Israel, que foi aquinhoada por Deus com favores, não concedidos a mais ninguém neste mundo.

A primeira é de ordem biológica. A maioria dos seres vivos é proveniente da confluência do espermatozóide (masculino), e do óvulo (feminino) da fusão dessas duas células, cada uma com sua carga genética específica, nasce um novo ser, parecido, mas diferente de seus genitores. Jesus, porém, “foi concebido pelo poder do Espírito Santo” (Lc 1, 35), e não teve concurso masculino. Na sua natureza humana, Jesus foi inteiramente, engendrado pela carga genética de Maria. 

Por isso Ele deverá ter sido extremamente parecido com Maria, e herdado o seu jeito, e suas características. A segunda razão de sua importância excepcional é de ordem exemplar.  Você já observou que, contrariamente a toda a humanidade, Jesus nunca pagou tributo à guerra de gêneros? Jamais de seus lábios saiu qualquer ensinamento desairoso contra as mulheres. Suas parábolas nunca trataram as filhas de Deus com desdém. 

Mas nos seus ensinamentos elas são apresentadas de maneira simpática, e até grandiosa. Nem  no trato com as pessoas, Jesus foi grosseiro para com qualquer mulher. De onde viria isso? É de sua experiência familiar, onde Ele viu na sua mãe uma mulher extremamente querida, mas ao mesmo tempo objetiva, trabalhadeira, firme e aberta para a vida em Deus. Foi uma transferência psicológica, que facilitou a Jesus alçar para uma grande dignidade todas as mulheres da terra.


Por: DOM ALOÍSIO ROQUE OPPERMANN 
fonte: http://www.catequisar.com.br/texto/colunas/roque/190.htm

segunda-feira, 14 de maio de 2012

Perseverar até quando?



O ser humano é realmente frágil, diante das agruras da vida. Somos capazes de grandes heroísmos. Mas perante a presença do mal, das oposições contínuas de gente mal intencionada, sentimos a falta de coragem. A tentação da fuga, pura e simples, é uma alternativa aliciadora. “Todos os discípulos, deixando-o, fugiram” (Mt 26, 56).

Nisso somos parecidos com os animais que, diante do perigo, por instinto de conservação, fogem rapidamente. Os homens, por educação ou por graça divina (martírio), tem a capacidade de resiliência. Essa capacidade nos faz esperar que os tempos mudem, e tudo pode tomar um rumo novo. 

As pessoas, - homens ou mulheres, e até jovens - que tem perseverança e firmeza de conduta, tornam-se arrimo para outros  mais frágeis. Os que tem personalidade, e não se deixam desviar dos seus intentos, são líderes e vencedores. Tais pessoas se tornam heróis, pelo fato de abrirem caminho aos pusilânimes. Mas a perseverança é virtude proposta a todos, não só aos heróis. Este desafio nos é aberto em dois sentidos.

Antes de tudo, somos chamados ao heroísmo da fé. A tentação do desânimo, de abandonarmos a fé diante de outras propostas mais tentadoras, de alcançarmos a solução dos problemas pela via rápida dos milagres fáceis, nos pode fazer balançar. “Maldito seja aquele que vos anunciar um evangelho diferente daquele que eu anunciei” (Gal 1, 8).

A Igreja possui a doutrina de Jesus (imagem do Pai). Nesta doutrina seremos perseverantes e seguiremos o que ensinavam os Apóstolos: “sede firmes na fé”. Entre nós católicos há muitos que se deixam seduzir com facilidade, e abandonam a fé do seu batismo, para aderirem a soluções menos complicadas. Outro chamado, feito a todos, é de sermos perseverantes na prática do bem. 

Trabalhar gratuitamente em benefício dos outros, pode cansar. As ingratidões, a falta de compromisso, pode nos levar ao desânimo, e a “jogar tudo para cima”. É mais fácil ter vida mansa e assistir tudo de camarote. Mas a Escritura nos alerta: “Quem for perseverante até o fim, este será salvo” (Mt 10, 22).


Por: DOM ALOÍSIO ROQUE OPPERMANN
fonte: http://www.catequisar.com.br/texto/colunas/roque/n07.htm

domingo, 13 de maio de 2012

FELIZ DIAS DAS MÃES



Que Deus abençoe todas as mulheres que aceitaram esta missão de ser mãe.

Que Maria seja vosso exemplo para a educação de vosso filhos.

segunda-feira, 7 de maio de 2012

Dizer e fazer





Quantas vezes, numa celebração eucarística, chamamos Jesus de “Senhor”? Quantas vezes se falam de bênção? Quantas vezes se mencionam a fé? No entanto, tudo isto pode ser vazio diante daquele que nos conhece por dentro. 

Não é a Eucaristia o lugar onde celebramos a vida e partimos para renová-la sempre mais? “Vinde, Senhor Jesus!” Como imaginamos ser avaliados “naquele dia” da prestação de contas? Estaremos seguros e tranquilos só por termos professado “Senhor, Senhor”? Deus nos fez e nos quer livres, mas torce para que nossas escolhas não sejam nossa ruina.

Não bastam palavras solenes e profissões de fé profundas. O outro lado da moeda - que nos permite entrar no Reino - é o cumprimento da vontade do Pai. E em que consiste essa vontade? Pelo que aprendemos no Pai Nosso, a vontade do Pai celeste é a implantação do Reino (“Venha a nós o vosso Reino, seja feita a vossa vontade...”), e o Reino se concretiza na história mediante a prática da justiça.

Quando rezamos o Pai Nosso, nós nos envolvemos com a vontade do Pai. E a vontade d'Ele não é que batamos no peito e clamemos seu nome, mas que procuremos viver o seu Reino, que vai se manifestando à medida que praticamos um tipo de justiça superior à dos doutores da Lei e fariseus. 

Unir a ação a nossa palavra é o nosso dever para com o Pai e o nosso grande desafio.


 Padre Wagner Augusto Portugal
fonte: http://www.catequisar.com.br/texto/colunas/pewagner/94.htm