segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Férias Missionária

Neste mês de julho, normalmente iríamos de férias para casa, porém neste ano decidiu-se que deveríamos realizar uma experiência missionária, uma ótima ideia para nosso crescimento humano, fomos designados a prestar um serviço voluntário no Pequeno Cotolengo de Curitiba-PR, ai são acolhidas pessoas com deficiência mental, onde são acompanhadas, tratadas e recebem muito carinho, esta obra é dirigida pelos Orionitas.

Antes de iniciar a experiência estava com muito medo, do que iria encontrar e o que iria fazer, mas logo nos primeiros dias esse medo se dissipou dando lugar a uma verdadeira admiração, me lembrava das palavras de Jesus: “o médico é para os doentes não para os sãos”, vi que neste lugar as pessoas necessitam de médicos, mas também de carinho e compreensão.

O trabalho que foi desenvolvido junto ao Pequeno Cotolengo foi simples e acredito que grandioso, estávamos ajudando na separação das doações, todos os dias chegam de dois a quatro caminhões de doação de roupas, também recebem doações de moveis que iam para outro setor, essas roupas eram separadas, umas para os moradores, outras para o bazar e umas que não serviam para estes fins eram encaminhadas a outro lugar que não conheci e não me preocupei de perguntar aonde iriam.

Aos poucos fui conhecendo as pessoas que trabalham ali e descobrindo que para aceitar um desafio como este não dependia apenas do salário ao fim do mês e sim do amor ao próximo, e este próximo tão necessitado. Em certa ocasião na hora do almoço, ao longe escutávamos uns gritos, de um dos moradores, acho que seu nome é Paulinho, uma mulher que trabalha também com a separação das doações, deixou seu almoço e foi lá para vê-lo, ela o chama de “meu bebe”, e em pouco tempo os gritos haviam cessado, ela voltou à mesa e disse: “ele só queria sentar-se em sua cadeira, perguntei a ele qual era a cadeira dele.”, isso me deixou certo que o amor reside nesses trabalhadores que doam uma parte de suas vidas para ajudá-los

Sei que o que fiz pode ter sido pouco, mas sei também que foi de coração e aprendi muito com quem trabalha lá, aprendi que devemos amar ao próximo não se importando com suas limitações, o Ressuscitado nos ama como somos, nós também devemos amar o irmão como ele é.



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